Factos, Trends

A minha quarta incursão pelo “Appleverse”

E eis que finalmente o ciclo fecha-se: com a minha quarta incursão pelo “appleverse” concluí a aquisição do último igadget que me faltava: o espantoso iPhone 4S.

Mais uma vez a história repete-se: eu era possuidor do melhor smatphone Android do momento: o fantástico Samsung Galaxy S II. Equipado com um imenso écran super-amoled, um poderoso processador e memória a rodos, o Galaxy S II funcionava de forma rápida e fluida, com uma imensidão de aplicações que o Google Play me oferecia.

E todavia, a experiência de utilização voltou a fazer da Apple a grande vencedora.

É absolutamente espantoso como um terminal que, visto apenas pelas especificações técnicas, é inferior ao Galaxy S II, acaba depois por vencê-lo em toda a linha pela fluidez e facilidade com que tudo funciona de forma integrada.

Em primeiro lugar, a rapidez da curva de aprendizagem: sendo já utilizador de um iPad, de um iPod e de um MacBook Air, ao fim de 5 minutos a máquina estava perfeitamente dominada na compreensão das suas funcionalidades.

Em segundo lugar, a fluidez do sistema operativo: zero crashes, nenhuma lentidão, nenhum restart. Mais impecável seria impossível.

Em terceiro lugar, o écran: apesar de mais pequeno, o écran retina display tem maior definição e cansa menos a vista.

Em quarto lugar, o chassis monobloco em alumínio e o tamanho: caso para dizer que menos é mais no caso do tamanho (mais manuseável) e mais é menos no caso do peso (mais pesado=mais segurança e conforto no manuseio e mais robustez no chassis). Já para não falar na elegância, claro…

Em quinto lugar a integração: um tipo tira uma foto no iPhone e segundos depois ela está em todos os iDevices que estejam ligados à net! Impecável!

Em sexto lugar a solução de geolocalização: o cruzamento de fontes faz com que o TMNdrive arranque em 3 segundos e nunca falhe!

Em sétimo e último lugar a gestão de energia: a bateria dura, dura, dura!

Recomendo vivamente! Abraços aos “applefollowers” e mais uma vez o meu obrigado à Apple 😉

 

Factos, Reflexões, Trends

Steve Jobs: o talento imortalizado

Hoje ao comprar o jornal, o meu dia ficou muito triste.

Morreu um dos mais emblemáticos heróis da minha geração: Steve Jobs. Um homem que, com recurso apenas ao engenho, à paixão pela perfeição e à estética, conseguiu mudar o mundo.

E mudar o mundo sem disparar uma bala é algo notável, e infelizmente menos comum do que desejaríamos 😦  No entanto, Steve Jobs conseguiu fazê-lo.

Steve Jobs não é um herói clássico.

Não foi um tipo bonzinho, do género Charlie Brown. Perdia a paciência com a incompetência ou a mediocridade. Não foi um tipo certinho, do género Clark Kent. Largou a universidade para cumprir o seu sonho. Não foi um tipo desenrascado, como o McGyver. Sabia que a perfeição era possível e ela estava nos detalhes obsessivamente preparados.

Ao contrário do Bill  Gates, fundador da Microsoft (que é um cromo simpático que gostaríamos de ter ao pé de nós, do tipo “Nuno Markl da informática”), Steve Jobs é aquele tipo de cromo que gostaríamos de ser um dia. Bill Gates é porreiro e simpático. Steve Jobs é uma referência. Ponto final.

E isto é escrito por alguém que (ainda) não comprou um único produto da Apple!

Mas deixem-me confessar-vos… tenho passado a vida a sonhar como seria ter comprado 🙂 E isto é a “mística” que Steve Jobs criou: o poder de um conceito que alia a estética à funcionalidade, a paixão à fiabilidade, a sofisticação à simplicidade, e que desperta nas pessoas o desejo.

Eu sou aquele consumidor que (como muitos, certamente), se esmifra para ter o último ultrabook da moda, com 8 GB de RAM e um disco SSD ultra-rápido, mas com Windows (clientela oblige 😦 !). Por isso, o meu desporto favorito depois é kitar o dito ultrabook com skins a imitar o Mac OS X Lion!

Eu sou aquele early adopter que se rendeu à Google e ao universo Android. Por isso escrevo os meus post do meu Samsung Galaxy S II, considerado por muitos como o melhor smartphone Android do mercado, mais conhecido por ser o melhor “iPhone killer“!! E também já não largo o meu Asus Eee Pad transformer, considerado o melhor tablet Android da actualidade, que tem tudo o que o iPad não tem, e no qual passo a vida a instalar skins do iPad!!!

Portanto, meus amigos, vejam só: mesmo quando consumimos outros “gadgets” fora do universo Mac, a verdade é que a referência por excelência para explicar o que quer que seja sobre eles ou as tendências de consumo que levaram à sua aquisição, acabam SEMPRE por ir parar ao universo criativo de Steve Jobs!

Mas para além dos ícones tecnológicos que deixa como legado, o que Steve Jobs deixa como sinal mais marcante da sua passagem pelo mundo pode ser resumido numa célebre frase que usou nm discurso na Universidade de Stanford, em 2005: “stay hungry, stay foolish“. Com esta frase, Steve resumia o essencial da sua filosofia de vida: devemos permanecer com “fome” de realização, com “fome” de criação, bem como nunca esquecendo de alimentar a “loucura” dos nossos sonhos, que são o que nos dá sentido à vida e nos faz progredir, evoluir, perseverar.

E Steve foi um exemplo vivo de como se pode praticar esta filosofia de vida, que potencia os nossos talentos e ajuda a cumprir os nossos sonhos, que acabam por ser o nosso legado, o testemunho da nossa passagem por este mundo.

E devemos aproveitar essa passagem ao máximo, vivendo cada momento não como se fosse o último, mas o único que temos, pois não sabemos se a jornada será curta ou longa. E é essa condição de mortalidade, em que a vida é uma benção efémera e preciosa, que nos faz querer fazer coisas com sentido, que nos faz querer deixar a nossa marca no mundo. De facto, se fôssemos imortais, podíamos deixar essa (árdua) tarefa sempre para amanhã. Mas não podemos, e por isso vivemos a correr atrás da vida, com mais ou menos prazer, com mais ou menos consciência do valor daquilo que fazemos.

Como Steve Jobs dizia “Tens de encontrar a tua paixão. Se ainda não a encontraste, continua a procurar. Não te conformes. Lembrar-me de que vou estar morto em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar nas grandes decisões da vida…”.

Steve Jobs viveu a vida como a proclamou: intensamente e com prazer, até ao último suspiro. Que o exemplo dele nos inspire. Vou sentir a falta dele…

Em sua homenagem, para além da nova imagem do “Mentes Brilhantes”, deixo-vos um caderno especial sobre Steve Jobs do Expresso, o vídeo com o depoimento emocionado do seu parceiro de negócios Steve Wozniak, um vídeo que recorda o percurso notável da Apple e um vídeo final evocativo deste verdadeiro herói dos nossos tempos.

Enjoy it! 😉