Factos, Recomendações, Trends

Empreendedores em Rede

Acabei de descobrir um blog muito interessante, chamado “Empreendedores em Rede“.

Este blog tem como objectivo apoiar o empreendedorismo, seja através de notícias sobre empreendedorismo, seja atrvés da criação de uma rede de partilha de inteligência social através do Facebook.

Este blog, nas palavras dos seus dinamizadores,  “Abre novos caminhos, explora novos conhecimentos, define objectivos e dá o primeiro passo. O conceito do Empreendedores em Rede assenta na ideia de um espaço agregador de informação em temas de gestão, inovação, criatividade e liderança.”
 
A não perder! Enjoy it 😉
Reflexões, Trends

Negócios e Web 2.0: o talento em rede

Acabei de espreitar um estudo da McKinsey muito interessante, intitulado “Business and Web 2.0: an interactive feature“. Recomendo vivamente a sua leitura, pois mostra-nos, com dados concretos, como as organizações estão a usar as ferramentas da web 2.0 para criar mais valor.

É muito interessante constatar, por exemplo, que há uma significativa maioria de colaboradores das organizações que usam os blogs e o micro-blogging como ferramentas de trabalho. Todavia, quando questionadas sobre quais as tecnologias da Web 2.0 mais importantes para os negócios, as organizações inquiridas referem com grande destaque os blogs (o que é coerente com a prática maioritária dos seus colaboradores), mas dão uma importância meramente marginal ao microblogging!

Isto leva-nos a uma questão relevante: será que o Twitter anda a ser sub-valorizado nas organizações?  Serão 6 milhões de utilizadores em todo o mundo de desprezar? Valerá a pena usar uma plataforma que limita o que dizemos a 140 caracteres? Sobre este tema sugiro o post do Browserd intitulado “Jacob Nielsen e o Twitter“. Vale a pena a polémica. Eu tenho de confessar que me rendi ao Twitter, especialmente do ponto de vista empresarial. A Alter Via é seguramente a primeira empresa de executive search portuguesa com presença no “twitterverse” e a verdade é que tem sido uma óptima plataforma para divulgar conteúdos e gerar notoriedade. Não acreditam? Espreitem só um bocadinho 😉 E ainda nem entrámos na fase de interagirmos com os nossos clientes e candidatos…

Os wikis e os podcasts são tendências emergentes, e a importância e uso real nas empresas encontra-se alinhado, o que são boas notícias – cf. o meu post sobre Wikipedia.

O fenómeno mais estranho é todavia o das redes sociais – apesar de ser percepcionada como a 2ª ferramenta da web 2.0 mais importante, a verdade é que não é das mais usadas nas organizações!

Vejamos do que estamos a falar:

  • em 2009, o Facebook tinha 68 milhões de utilizadores (em Portugal, o Facebook tinha 100.000 utilizadores em Janeiro e fechou o ano com mais de 1 milhão!);
  • no mesmo ano, o LinkedIn (rede social profissional) tinha mais de 11 milhões de utilizadores!
  • para constatarem mais dados de mais redes sociais, consultem o ranking  da Compete;

Isto só pode significar que as redes sociais ainda são vistas pelas organizações mais como uma ameaça do que como uma oportunidade!

Na prática, as empresas ainda olham para a Web 2.0 com os olhos de competidores clássicos (“nós contra todos”), quando a web 2.0 se caracteriza por ser colaborativa!

Por isso mesmo, é um erro crasso e sinal de tacanhez tentar vedar o acesso às redes sociais com medo que os colaboradores sejam menos produtivos – o segredo é saber usá-las nas organizações!

Sobre este tema recomendo que passem os olhos sobre o meu recente artigo “Networking: a nova competência executiva“.

Deixo-vos ainda dois vídeos: um sobre a web 2.0 e outro sobre o que aí vem: a web 3.0!

Enjoy it 😉

Eventos, Reflexões, Trends

O paradigma do mundo em rede

teamwork_handsReli há uns dias um excelente artigo de opinião do António Vidigal, que foi publicado em tempos no DE com o título “Um Mundo em Rede” infelizmente já não disponível online).

Nesse artigo, o António Vidigal dava alguns exemplos de como as redes sociais podem alavancar novos modelos de negócio, baseados na cooperação e na co-criação.

Um dos exemplos mais poderosos nasce de um evento desportivo global – a Volvo Ocean Race -, ou seja uma regata épica à volta do mundo. Apesar de ser um evento global que se estende por mais de 9 meses e 37.000 milhas, os envolvidos são sempre em número restrito (tripulações e aficionados). Para envolver um número mais alargado de pessoas, os organizadores criaram o Volvo Ocean Race Game: uma regata virtual que já envolveu mais de 200.000 participantes por todo o mundo!

O potencial de data mining que 200.000 inscritos (e respectivos endereços de mail) representam é apenas a vantagem mais óbvia da qual os organizadores beneficiam, entre muitas mais que justificam a organização de um evento na web 2.0 que aproveita a tendência gregária que os seres inteligentes têm: eles funcionam melhor ligados, em interacção e em comunidade (desde que haja percepção de ganhos mútuos, claro!).

Outro exemplo ainda mais significativo é o da Verizon, uma empresa de comunicações americana que desenvolveu um conjunto de fóruns para que os seus clientes trocassem entre eles um conjunto de informações sobre os seus produtos, num verdadeiro espírito de entreajuda.

Daí nasce o célebre caso de Justin McMurry, um reformado da IBM, de 68 anos de idade, que passa em média 20 horas por semana a ajudar outros clientes da Verizon, ganhando com isso… zero dólares!

… sim, leram bem: ele faz isso de graça! E porquê? Pelo reconhecimento dos seus pares, pela utilidade percebida do seu contributo, pelo sentido que esta actividade dá à sua vida numa fase pós-profissional (logo, há uma percepção de ganho para o Justin, e um ganho efectivo para a Verizon, que criou uma comunidade de prática dinâmica, tendo tido apenas o custo de criar a plataforma de partilha!). Vejam como uma empresa “tipo ZON” consegue envolver os seus clientes no negócio, extraindo deles um volume de conhecimento tácito de valor talvez incalculável…

O que é isto? Focus no cliente e fidelização, gestão do conhecimento e inovação colaborativa.

Deixo-vos com um vídeo muito engraçado, ilustrativo de como funcionam as redes sociais.

Enjoy it 😉

Reflexões, Trends

Factor P

20090129_post_graphO post de hoje surge de um cruzamento de leituras diversas que, de forma feliz, me levaram a mais uma reflexão.

A primeira leitura (que recomendo), vem da London Business School. Da autoria do Prof. Julian Birkinshaw, o artigo chama-se “Play hard, work hard”. Nesta peça de estudo e reflexão, o autor expõe diversas conclusões a que chegou nos seus estudos aplicados ao contexto organizacional.

Neste caso concreto, o tema central é aquilo a que eu chamo o factor P – de “play”, e não de “preguiça” 🙂 – e a forma como influencia o nosso desempenho profissional.

O factor P pode ser explicado em português como a “componente lúdica” do nosso trabalho. No estudo do autor, está directamente relacionado com a capacidade de participar em redes sociais e estar ligado, numa análise centrada na geração da Web 2.0.

Eu prefiro uma abordagem mais lata, e falo do prazer que tiramos do nosso trabalho. Este é um tema que me é particularmente caro nesta fase da vida, em que eu posso afirmar sem qualquer tipo de dúvida que faço aquilo que gosto. Esta afirmação é radicalmente diferente de outra, aparentemente parecida, que postula que gostamos daquilo que fazemos.

Aparentemente igual, certo? Mas não é verdade. No primeiro caso, assumimos que fazemos aquilo que nos dá prazer e realiza, aquilo em que podemos aplicar plenamente os nossos talentos e que nos permite obter o máximo de valorização percebida e recompensa potencial. No segundo caso, cumprimos um papel, que tem uma componente de coisas que até gostamos de fazer, e que tentamos que compense claramente as coisas que não gostamos de fazer (e que também temos de fazer). Isso significa que eu reparto energias entre produção positiva e produção negativa, sendo que a segunda me consome imensos recursos, tempo e energia.

Muitas vezes aceitamos esta situação por estarmos presos por aquilo a que eu chamo “algemas douradas”um estatuto socialmente invejável, uma remuneração fixa atraente, sinais exteriores de riqueza, etc. -, que justificamos manter por não podermos abdicar do nosso “estilo de vida” (habitualmente sujeito à cosmética dos “compromissos e responsabilidades assumidas”)

Quando vemos que o potencial de ganhos é exponencialmente superior ao concentramo-nos no nosso talento, aí decidimos ganhar coragem para mudar de foco. Sugiro que leiam o livro do Tim Ferriss4 Horas por Semana -, que nos explica como aquilo que verdadeiramente interessa é levar o estilo de vida que um milhão de dólares nos pode proporcionar, e não propriamente ter ou ganhar o tal milhão de dólares (e isto faz toda a diferença!).

Mas voltemos à peça da LBS – esta peça reforça a ideia de que é tonto e inútil tentar travar o acesso dos colaboradores às redes sociais: elas estão “embebidas” no modus operandi das novas gerações, e elas vão sempre encontrar forma de se relacionarem. Em vez de tentar travar o fenómeno, faz mais sentido tentar aproveitá-lo:

  • Dando liberdade de acesso e pedindo responsabilidades mais pelos outputs que pelos inputs;
  • Promovendo a extranetworking como forma de capturar conhecimento relevante para a organização;
  • Promovendo a confiança e ganhando maior commitment;
  • Libertando as pessoas da tradicional desconfiança face aos “superiores hierárquicos”

Sobre este tema li um artigo deliciosamente mordaz e irónico do João Vieira da Cunha no Diário Económico, que recomendo vivamente: chama-se Blogs e Twitter e goza descaradamente com o provincianismo de alguns “gestores controleiros” que ainda pululam no nosso tecido empresarial.

Sobre a tentação controladora dos nossos gestores, sugiro a leitura dos meus posts:

Sobre o advento da Web 2.0  e das redes sociais, sugiro a leitura dos meus posts e artigos:

Ainda sobre a liberdade e o  talento, sugiro a leitura dos meus posts:

Votos de boa reflexão e façam o favor de ser felizes (dá saúde e dinheiro 🙂 !)

Desafios, Reflexões

Star Tracker: a minha pátria é a língua portuguesa!

lusofonia2Nas Conferências da Lusófona onde estive a semana passada, um dos temas mais falados foi precisamente o Star Tracker – o portal do talento português, fundado pelo Tiago Forjaz e seus parceiros de empreendedorismo.

A certa altura, quando se referiu que o Star Tracker era exclusivamente dedicado ao talento português, gerou-se um grande burburinho na sala…

… o que não é de espantar, tendo em conta que grande parte dos alunos da Lusófona são oriundos de países de língua portuguesa como Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné ou Brasil. Qual não foi a surpresa deles ao saberem que só poderiam aceder ao Star Tracker se tivessem, no mínimo, dupla nacionalidade, podendo ostentar assim o “rótulo da portugalidade”!

Confesso que compreendi perfeitamente o incómodo gerado na sala, ao sentir a frustração latente de tantos jovens talentos (que pensam e falam em português), que, mesmo querendo, não se poderiam juntar ao “mundo Star Tracker”…

Tenho orgulho em ser um dos membros fundadores do Star Tracker, e de ter participado entusiasticamente no seu crescimento e dinamização. Tenho pensado e participado na discussão sobre o seu futuro – cf. o meu post “Star Tracking – que futuro?” -, e sou acérrimo defensor dos seus princípios fundacionais e distintivos.

Estes princípios, tão amplamente debatidos, especialmente após o evento do Campo Pequeno, têm sido alvo de forte reflexão e polémica, especialmente apimentada pelas intervenções desassombradas e intelectualmente provocatórias do meu estimado Paulo Querido (um dos decanos da blogosfera, com um património de debates que lhe ganjeou até hoje um amplo número de fãs e de inimigos fidagais 😉 ).

Apesar de tal polémica, continuo convicto de que:

  • O Star Tracker é imensamente inovador, por ser mais do que uma rede social, extravasando o seu conceito para algo maior: uma verdadeira comunidade;
  • Para uma comunidade existir, têm de existir comunalidades fortes. No LinkedIn, por exemplo, a comunalidade limita-se ao interesse comum em usar uma montra de empregabilidade à escala global. E por aí se fica. Ficamos ligados e promovemo-nos e pronto. E já não é nada mau, meus amigos 🙂 !
  • No Star Traker existe para além disso a paixão em português (seja lá o que isso for – é algo que se sente, não se racionaliza), e o sentido de pertença a um grupo exclusivo, especial (por isso a rede ser fechada e só crescer “por convite”).

Não me interessa se chamam aos seus membros presunçosos ou elitistas: o que é um facto indesmentível é que esta rede é pujante e viva, os seus elementos têm afinidades e interesses fortes, têm uma predisposição para efectivamente se ajudarem uns aos outros (eu já comprovei isso pessoalmente) e defendem-se acerrimamente uns aos outros (às vezes para lá do racional, como o Paulo Querido bem sabe 😉 ).

Assim, a verdade é que os princípios fundacionais funcionam!

Todavia, acho que o que está bem ainda pode evoluir, pelo que na conferência lancei um convite ao Alex (sócio do Tiago nesta aventura em rede), que estendo ao Tiago como um desafio: atrevam-se a repensar o âmbito da rede!

Em vez do Star Tracker se assumir como a “rede global do talento português”, porque não assumir-se como a “rede global do talento em português”?

Não amigos, não é semântica: é paixão mesmo 😉 !

Só quem não esteve ainda em Luanda, no Mindelo, na Praia ou em S. Paulo pode achar que somos apenas 15 milhões espalhados pelo Mundo… a verdade é que somos mais de 200 milhões, pois a nossa pátria é a língua portuguesa!

E o Tiago e o Alex sabem disso, certo? Tu, Tiago,  nasceste na África do Sul. E tu, Alex, nasceste no Brasil…

Vamos a isso? 😉

Votos de boa reflexão 🙂

Recomendações, Trends

Corporate Social Networks – como usar as redes sociais nas empresas

Acabei de receber um estudo da Forrester intitulado “Corporate Social Networks Will Augment Strategic HR Iniciatives”.

Apesar do título ser demasiado “afunilado”, pois dirige o interesse apenas para os profissionais de recursos humanos, o estudo tem um interesse que vai muito para lá desse âmbito.

Este estudo reforça a pertinência da Web 2.0 , e muito especialmente das redes sociais naquilo que é hoje o focus das empresas em termos de competitividade:

  • Inovação através da colaboração (ou inovação colaborativa);
  • Retenção de talentos através de networking forte (como defendi no Paradoxo de Ícaro);
  • Reforço da capacidade comercial por via das relações e networking;
Alguns exemplos interessantes são dados, como o caso da IBM e as suas iniciativas intituladas de “InnovationJam“, onde mais de 150.000 pessoas participam no processo de inovação, investindo a IBM mais de 100 milhões de dólares nas 10 melhores ideias!

 

Em termos de aplicabilidade prática imediata, também são dados vários exemplos que podem ajudar à implementação de redes sociais corporativas:

  • Alumni programs – como fonte de recomendações e recontratações;
  • Internship programs – como “viveiro” de recrutamento e integração;
  • Mentoring – como reforço do desenvolvimento de talentos;
  • Plataforma colaborativa – como base de aprendizagem sustentada em comunidades de prática;
  • Onboarding programs – como acelerador da integração;

Algumas destas aplicações são boas formas de demonstrar o value for the money na implementação de um projecto deste tipo, sendo um bom starting point  para um business case.

O estudo aponta ainda outras recomendações sobre estratégias de implementação a adoptar e fornecedores de soluções existentes no mercado. A não perder, portanto 😉

Recomendo igualmente a leitura do comentário ao estudo feita no blog The Connectbeam Social Computing Blog, feito por Puneet Gupta.

Boas leituras!

Trends

StarTracker – o aeroporto global do talento português

No seguimento do meu post anterior, sobre o paradoxo de Ícaro, nada como apresentar o The Star Tracker, verdadeiro “refúgio” de mais de 12.000 talentos portugueses espalhados pelo mundo.

Esta rede social, criada há pouco menos de um ano, é uma verdadeira aula prática sobre gestão do talento, ao demonstrar de forma evidente aquilo que os talentos procuram: conhecimento, oportunidades, network, partilha, and so on and so on.

Vejam três pequenos filmes ilustrativos sobre o StarTracker: um com a opinião do incontornável Marcelo Rebelo de Sousa, outro com uma reportagem televisiva sobre a rede e por fim um último exemplo muito criativo de como o talento flui no Star Tracker.

Enjoy it 🙂