Eventos, Factos, Recomendações

Talento Portugal fora – crónicas de Verão, ep. 2

Surge este segundo post para partilhar convosco outro centro de excelência e talento que Portugal tem e dos quais se fala muito pouco: refiro-me aos Centros Ciência Viva que estão espalhados um pouco por todo o país.

Nascida no âmbito do Programa Nacional Ciência Viva, a Rede Nacional de Centros Ciência Viva é composta por espaços concebidos como espaços interactivos de divulgação científica para a população. Os Centros Ciência Viva têm como objectivo constituírem plataformas de desenvolvimento regional – científico, cultural e económico – através da dinamização dos actores regionais mais activos nestas áreas.

Todavia, a verdade é que, fora os grandes centros nas grandes áreas metropolitanas, o resto da rede não tem tido o destaque merecido. O que é uma tremenda injustiça, atendendo à qualidade do que oferece.

Já visitei vários destes centros com os meus filhos, e nunca me arrependi. Dedicados a temáticas variadas, as exposições são de qualidade, as experiências são imaginativas e didácticas e o pessoal que lá trabalha são de uma simpatia e uma dedicação inultrapassáveis! A eles o meu bem-haja, pois são verdadeiros “heróis anónimos” ao serviço da ciência e da educação! Espero que nenhuma “medida de ajustamento” venha a comprometer o seu futuro, pois fazem-nos falta este tipo de espaços… a melhor forma de os proteger de futuros cortes orçamentais é aumentar o fluxo de visitas, portanto, vamos lá visitar estes belos centros! Levem a petizada que eles vão adorar! 😉

Este Verão visitei o de Constância (dedicado à astronomia) e o de Proença-a-Nova (dedicado à floresta). Foram excelentes passeios e visistas altamente divertidas e educativas. Não deixem de visitar!

Deixo-vos com um vídeo de divulgação, neste caso do Centro Ciência Viva do Alviela. Enjoy it! 😉

Eventos, Factos, Recomendações

Talento Portugal fora – crónicas de Verão, ep. 1

Praia Fluvial do CarvoeiroFindo o período estival e já de regresso ao activo, não resisto a partilhar alguns dos exemplos de “talento aplicado” que encontrei por esse país fora.

Tipicamente quando pensamos em talento, ou nos ocorre falar em gestão dos talentos nas multinacionais, ou em “estrelas desportivas” e transferências milionárias ou, no limite extremo televisivo, ocorrem-nos programas como o “Ídolos” ou o “Masterchef”. Hoje quero falar de outro tipo de talento, que permanece muitas vezes anónimo, ou, no mínimo, discreto.

É um tipo de talento que é feito de aplicação prática no quotidiano, produto da imaginação, esforço e excelência diários de muitos empresários e profissionais por esse Portugal fora, e que nos dão um retrato do País muito menos depressivo do que aquele que aparece nos jornais.

Já em tempos abordei este tema, em posts intitulados “Portugal no seu melhor” e outros equivalentes. Neles, falei de investigadores, banqueiros, CEO’s, atletas, criadores de todo o tipo, entre outros exemplos mais ou menos conhecidos.

Agora falo em pessoas mais comuns, mais discretas, que se ocupam de actividades mais mundanas (ou, pelo menos, vistas como tal!). Mas é precisamente por isso que têm tanto valor: fazem algo de bom, mesmo que não demos por isso de forma bombástica, e quase que damos o que de bom fazem como algo “natural”, como um dado adquirido. Mas não é. Razão pelo qual importa divulgar e acarinhar aquilo que fazem. E é isso que pretendo fazer com estas crónicas de Verão 😉

Começo por vos falar de um exemplo do que se faz bem neste país, do que pode ser um exemplo de excelência ao nível da iniciativa autárquica, neste caso: falo-vos da Praia Fluvial do Carvoeiro.

Para quem não conhece este belo exemplo de turismo e veraneio de qualidade, a Praia Fluvial do Carvoeiro situa-se na localidade que lhe dá o nome, a bela aldeia do Carvoeiro, que dista cerca de 25 minutos de Mação.

Esta praia é uma agradável surpresa para todos aqueles que a visitam, não só pelo enquadramento natural, mas também pela qualidade das suas infra-estruturas.

Tendo feito este ano nas férias um circuito de praias fluviais pela zona Centro de Portugal, tenho de dar o testemunho de que esta foi a que me mereceu o melhor “rate”! Falo-vos de uma praia escondida no meio do pinhal, completamente rodeada de natureza intocada, cuja paisagem vale só por si um prémio! Mas não pensem que o facto de ser isolada a torna menos sofisticada ou confortável: antes pelo contrário!

Esta praia dispõe de pessoal de apoio, incluindo nadadores-salvadores, está infraestruturada com zonas de areal e de relva, bem como bem fornecida de sombras. A zona de banhos está represada, o que significa que não sofre os problemas de falta de caudal em anos mais secos, mantendo sempre a água em circulação, o que garante a sua frescura, limpeza e oxigenação. Por isso mesmo, esta praia tem Bandeira Azul!

Dispõe de vários equipamentos que permitem ao visitante passar ali um dia agradável, como balneários, bar, parque de merendas, churrasqueiras, posto médico, parque de estacionamento e está dividida com zona de banhos para adultos e para crianças (o que permite que as crianças se divirtam à vontade e os pais possam descansar 😉 !).

O isolamento só se nota em algumas rupturas de stock no bar, porque os fornecedores só por lá passam uma vez por semana, mas isso é largamente compensado pela simpatia do pessoal que nos atende 🙂

A tranquilidade com que lá se goza um bom dia de praia leva a que recomende vivamente a que por lá passem a conhecer, ou que lá voltem a apreciar. Este é um bom exemplo de um espaço que foi bem pensado de raiz, bem intervencionado e que está a ser muito bem gerido pela Câmara Municipal de Mação. Parabéns!

Deixo-vos com um vídeo que noticia os prémios que esta praia já ganhou. Enjoy it! 😉

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Portugal na Frente

Como os leitores do Mentes Brilhantes já certamente repararam, neste blog não alinhamos com o registo pessimista e depressivo que invade o nosso país, tão carente de auto-estima nesta fase menos fácil da sua História.

Apesar da Troika, apesar do rate de “lixo” da Moody’s, a verdade é que há neste país uma enorme massa de gente com talento e que, todos os dias, ajuda a construir um futuro que queremos intransigentemente que seja próspero e falado em português!

Por isso, optamos por divulgar o que se faz bem em Portugal, optamos por divulgar os talentos individuais e colectivos que existem em Portugal, acreditando que a divulgação dos bons exemplos terá um efeito virtuoso e multiplicador.

Assim, optamos por dizer bem, sem perder naturalmente o sentido crítico. Dizer bem, elogiar, apesar de pouco em voga, não custa dinheiro e faz bem aos visados e àqueles que precisam de ser inspirados.

E sabem o que é fantástico? É descobrir que não estamos sós nesta “cruzada positiva”! 🙂 Acabei de descobrir um grupo fantástico no Facebook, chamado “Portugal na Frente“. E o que faz este grupo? Simples. Adoptou como missão divulgar notícias positivas sobre Portugal.

Os membros deste grupo procuram encontrar notícias que ilustrem o que se faz de bom e positivo em Portugal, os seus maiores méritos e feitos. E sabem qual a novidade interessante? É que para lá dos clichés nacionalistas a que assistimos no famoso vídeo produzido para os finlandeses e que podemos encontrar facilmente no Youtube, a verdade é que há uma imensa quantidade de pessoas e realizações, por vezes pouco divulgadas, que provam que em Portugal se fazem coisas de elevadíssima qualidade, ao nível do melhor que se faz no mundo!

Recomendo vivamente que adiram a este grupo no Facebook,para que ele passe dos 270 actuais “militantes” para os muitos milhares de contribuidores positivos 🙂

Termino com um vídeo que ilustra de forma simples e clara por que devemos amar e ter orgulho no nosso país. Enjoy it! 😉

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A Res Publica vista por um empresário

Surge-me este post por ocasião da tomada de posse ontem do XIX Governo, que marca seguramente um virar de página nos destinos do nosso país.

É curioso constatar como a nossa forma de ver o mundo muda conforme as nossas circunstâncias e vivências…

Até há dois anos atrás, quando na minha actividade profissional eu me limitava a trabalhar para alguém e esperar um ordenado ao fim do mês, lembro-me que olhava para as eleições como olha um adepto de um clube de futebol para um “derby”: basicamente, torcemos pelo nosso “favorito” e tudo o que de mal aconteça é culpa do adversário ou do árbitro 😉

Dei por mim a mudar radicalmente a minha perspectiva sobre a condução dos destinos da nossa Res Publica quando me tornei empresário. De facto, a responsabilidade de desenvolver um negócio, de gerar receitas, de gerar emprego, de fazer boas transacções e de pagar salários fez com que deixasse de olhar para as eleições como um simples membro de uma claque…

Para mim, mais importante que ganhar o meu “favorito”, o que se tornou absolutamente prioritário é que das eleições saiam soluções governativas estáveis, que durem uma legislatura e que permitam que a economia funcione.

Sejamos claros: não advogo o absoluto pragmatismo tecnocrático dos executivos, devidamente liofilizados numa solução governativa “apolítica”! Isso não existe e todos nós temos preocupações e preferências que devem justificar a opção que se traduz no nosso voto. Sempre votei em consciência e confesso que não entendo quem se queixa da vida e nunca votou, ou quem se abstém de escolher, votando em branco…

Todavia, após a expressão de liberdade que é a opção por via do voto, aquilo que para mim é importante é que o país funcione, e que haja condições para que nos deixem trabalhar.

Ao longo dos últimos tempos, confesso que sentia que Portugal estava semi-esquizofrénico… na verdade, via um país nos noticiários que podia ser definido pela palavra “desastre”, tal era o turbilhão de notícias sobre a crise e as ameaças que pairavam sobre nós. Por outro lado, sempre que saía à rua, encontrava um país diferente: o país de quem continuou a trabalhar, com a serenidade possível, garantindo que tudo continuava a funcionar da melhor forma.

É pois desse país que falo: daqueles que, todos os dias, usam o seu talento para fazer cumprir Portugal. E repito: agora deixem-nos trabalhar!

Não quero deixar de dar aqui uma nota de apreço e esperança relativamente ao novo elenco governativo. Confesso foi uma agradável surpresa por:

  1. Ser um governo de caras novas”, que potencia um refrescamento na forma de fazer política e de olhar os problemas;
  2. Ser um governo com uma média etária surpreendentemente nova, que potencialmente quebra com a tradição de um certo “carreirismo político”;
  3. Ser um governo com uma boa dose de “estrangeirados”, que trazem mundo à governação;
  4. Ser um governo com uma boa dose de independentes, que trazem espírito crítico à governação;
  5. Ser um governo pequeno, que é um exemplo virtuoso e que encoraja a eficácia.

Quero destacar do elenco governativo dois nomes, que me parecem bons exemplos do que pode ser esta mudança de ciclo:

  • Nuno Crato – um dos nomes mais conceituados da nossa Ciência, Nuno Crato é um democratizador da Matemática em Portugal, um divulgador de ciência e um acérrimo defensor do mérito. Dele podemos esperar o melhor para a Educação e Ciência;
  • Paulo Macedo – gestor de renome, que tive o privilégio de conhecer no Millennium BCP, foi talvez o Director Geral dos Impostos mais competente que Portugal já teve. Ninguém melhor para profissionalizar uma área como a Saúde, que precisa de ser eficiente sem deixar de cumprir a sua imprescindível missão.

Resta-me desejar que este Governo tenha a melhor sorte possível, a bem de Portugal. Independentemente das minhas opções pessoais, estes seriam sempre os meus votos enquanto empresário português.

Votos de bom trabalho! 😉

Factos

Portugal no seu melhor (apesar do FMI)

Nestes tempos conturbados, em que o FMI nos bate à porta, não quis deixar de dar nota de 3 exemplos de que nos devemos orgulhar:

  1. António Horta Osório, o primeiro português a liderar um dos mais importantes bancos britânicos – o Lloyds (depois não digam que os povos do sul não sabem lidar bem com números 😉 !);
  2. António Barreto, o pai da Pordata, que estreou a sua primeira exposição de fotografia, provando que nunca é tarde para revelar os nossos talentos ocultos!
  3. Vítor Frutuoso, Manuel Alves de Oliveira, Nelson de Carvalho e Fernando Andrade, autarcas que, à frente das Câmaras de (respectivamente) Marvão, Ovar, Abrantes eAguiar da Beira, conseguiram provar que, com engenho, arte e determinação, se pode reduzir o endividamento das autarquias entre 48% e 82%!

A todos eles os nossos parabéns!

Recomendações, Reflexões, Trends

Nós e a Crise – V

Há dois dias atrás o Jornal de Negócios publicou a sua edição especial de 7º aniversário (parabéns ao JN!), e dedicou-a a um tema que constituiu um verdadeiro caso de serviço público: Portugal Antidepressivo.

Numa meritória reacção de combate ao estado de maledicência e pessimismo que grassa em Portugal, o Negócios desafiou os leitores a relatar exemplos de casos de sucesso e boas práticas por todo o país, tendo daí resultado um impressionante acervo de exemplos a seguir como inspiração!

Pegaram nesses testemunhos, pediram a um conjunto de personalidades de referência da sociedade portuguesa que acrescentassem os seus “exemplos virtuoso” e saiu um caderno de elevadíssima qualidade, que nos mostra o Portugal de que hoje não se fala: o Portugal dos empreendedores, o Portugal dos criativos, dos talentosos, perseverantes e vencedores, o Portugal que gera os milhões do nosso PIB e que espalha o nosso bom nome no mundo… sim, porque esse Portugal existe!

Obrigado ao Jornal de Negócios pela iniciativa, tão necessário nestes tempos de crise (e não deixem de ler essa memorável edição 😉 !)

Deixo ainda uma referência a uma meritória iniciativa da Liberty Seguros, intitulada Portugal Positivo.

Enjoy it! 😉

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Bologna for Students

Para fechar bem a semana, mais uma história do que se faz bem em Portugal: o Bologna for Students.

O Bologna for Students é um software de gestão para estudantes, inspirado na Reforma de Bolonha, que aplica os conceitos básicos de gestão à vida universitária: gerir o desenvolvimento de competências, o tempo, organizar tarefas e responder às exigências de Bolonha nas universidades.

Este é um software 100% português, desenvolvido pela Innovation Point, uma start-up tecnológica de Braga. O projecto começou em 2007, e envolveu uma equipa de docentes universitários, coordenada pelo Professor José Mendes, da Universidade do Minho.

O B4S é um software gratuito, financiado por publicidade embutida na aplicação, uma vez que o seu público-alvo (estudantes) não está vocacionado para pagar pelo software que usa. Os mais de 2500 downloads do software só em 2009 confirmam que esta já é uma aposta ganha.

Parabéns ao Bologna for Students!

Deixo-vos um breve vídeo de apresentação do B4S. Enjoy it 😉 !