Reflexões

Tempos exponenciais exigem medidas excepcionais!

Este post surge da leitura de dois posts cruzados, e volta a debruçar-se sobre a polémica do projecto “Magalhães“.

Na verdade, a polémica e o debate continuam, o que confirma que o Magalhães continua a despertar as paixões lusitanas. Se isso incrementar o nível de interesse e consciência sobre a verdadeira missão nacional desta geração, que é a Educação (aquela que já foi apelidada de paixão, lembram-se 😉 ?), então já valeu a pena.

No blog De Rerum Natura, o (são) debate continua, com base num post chamado “A polémica sobre computadores nas escolas“, cuja leitura recomendo, bem como os comentários. O vídeo do Ricardo Araújo Pereira ajuda à festa e é um mimo, para variar.

Sobre esse post ocorre-me o seguinte: é preciso não confundir a cana com o pescador.

Deixem-me explicar: a mudança de paradigma na aprendizagem é hoje incontornável. As TIC’s vieram para ficar, e ainda bem, pois sem esta “cana” ninguém pescará nada no futuro! O volume de informação a que temos de aceder e os imperativos de comunicação a que hoje temos de responder fazem com que estejamos condenados à exclusão se ignorarmos as TIC’s (na prática, é isto a info-exclusão).

Outra coisa é saber pescar, ou seja, há que ensinar as crianças desde pequenas a usar adequadamente as TIC no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento. Há que prepará-las para usar as TIC para potenciar o acesso a informação, mas libertando o seu cérebro para o pensamento crítico e livre, de modo a fazerem análises e juízos apreciativos que lhes permitam seleccionar fontes de informação e confrontar opiniões, por exemplo.

Por isso não é demais realçar o papel crítico dos professores e da formação que estão agora a ter (sendo incompreensível como uma franja significativa de professores pode estar contra o facto de estarem a ter formação!), no sentido de exercerem esse papel de orientação e formação dos cidadãos do futuro (os nossos filhos).

Também deveria ser contemplada formação para pais, que têm um papel igualmente fundamental de orientação em casa, no sentido de garantirem uma aprendizagem e uma navegação web embebida de critérios de qualidade e valores sociais ajustados à educação para a cidadania.

Trocar isto pela simples eliminação do acesso às TIC nesta idade, assumindo que ninguém está preparado para isso é apenas tapar o sol com a peneira, destruindo ou adiando o potencial de talento futuro do país.

No meu tempo de escola não havia TIC’s e isso não impediu que se produzisse uma enorme maioria silenciosa de “marrões” acéfalos, que foram apenas treinados para reproduzir o pensamento alheio, mas não a pensar pela sua cabeça (nem todos, felizmente 😉 !).

Sugiro a leitura do post do Rui Grilo no seu blog Ideias em Série, com o título  “A mudança acontece…” que mostra de forma clara como vivemos num tempo em que a mudança é tão acelerada e com impactos tão globais que apenas lhe podemos chamar de… exponencial!

E tempos exponenciais exigem medidas excepcionais!

Não percam também o vídeo que o Rui Grilo divulga: simplesmente impressionante!

Sugiro também a releitura do meu post “Magalhães: o talento também se constrói a longo prazo“.

Enjoy it 😉 !

Factos, Recomendações, Trends

Magalhães: o talento também se constrói a longo prazo

Este é um post que surge como comentário que não resisti a fazer à leitura do blog Ideias em Série, que hoje tem um excelente post chamado “Geração Magalhães”.

Como tive a oportunidade de lá comentar, saúdo o autor deste post, pela lucidez da análise que faz e pelo orgulho que denota na iniciativa “Magalhães”. O post foi extremamente esclarecedor, e deita por terra muita da maledicência gratuita que foi por aí sendo feita nos últimos tempos.

A iniciativa “Magalhães”, com todos os defeitos e limitações que possa ter, é algo de muito positivo para o país e devemos orgulhar-nos dela. Para o percebermos, basta visitar um  espaço como a FNAC e perceber a reacção da grande maioria dos seus visitantes ao Magalhães, como Paulo Querido tão bem comentava ainda há dias.

Já basta de Velhos do Restelo que muito criticam mas nada fazem pelo País onde vivem.

Como “net evangelist” que hoje sou, não poderia estar mais satisfeito. As vantagens potenciais desta iniciativa, seja por via  da inovação colaborativa, seja por via do potenciar da Web 2.0 superam claramente os potenciais riscos daí também resultantes (assim haja uma postura responsável e pedagógica por parte de pais e educadores).

Também sou um “talent evangelist”, e estou muito optimista exactamente pelas mesmas razões. Acredito que ainda há muito a fazer, mas também acredito no “efeito de contágio” que iniciativas positivas como esta podem gerar na mudanca de hábitos e mentalidades.

Estou certo que uma geração “ligada” será certamente uma geração onde o talento tem melhores condições para se desenvolver.

Um grande bem-haja ao Ideias em Série por ter a coragem de não ir atrás da moda de dizer mal de tudo o que se faz no país, bem no espírito de outras iniciativas baseadas no orgulho em ser português, como o Star Tracker.

Não deixem de ver o post e apreciem o vídeo que lá está. Vale bem a pena!

Enjoy it 🙂