Eventos, Factos, Recomendações

Língua Portuguesa: um mundo para explorar

bibliotecaNão resiti a partilhar convosco algumas boas notícias sobre a nossa língua portuguesa:

  • Cerca de mil e duzentos documentos da cultura portuguesa dos últimos cinco séculos estão, desde o dia 8 de  Janeiro, disponíveis para os 220 milhões de falantes de português em todo o mundo. No âmbito da missão que lhe foi atribuída pelo Estado português, o Instituto Camões modernizou o seu site institucional e o seu Centro Virtual Camões, ferramentas estratégicas para o ensino e aprendizagem do português, bem como para a divulgação da língua e cultura portuguesas, que contam já com cerca de 500 mil visitantes. A Biblioteca Digital Luís de Camões, que albergava já importantes documentos históricos, mas de acesso condicionado, passou assim a disponibilizar livremente cerca de mil e duzentos testemunhos culturais, entre textos literários, pautas musicais, ensaios, poesia e estudos científicos. Esta nova ferramenta online revela-se um recurso precioso para a nossa comunidade linguística, com mais de 220 milhões de falantes, e também para um número cada vez maior de pessoas que, em todo o mundo, se interessam pela nossa cultura e que pretendem estudar o português. 
  • A Biblioteca Nacional Digital é um projecto lançado pela Biblioteca Nacional, no sentido de estruturar um conjunto de instrumentos e de operações facultadas pelas tecnologias da informação e da comunicação, facilitando o acesso a um vasto espólio de recursos em língua portuguesa.

Ainda no âmbito das bibliotecas digitais, mas com um âmbito mais vasto, não resisto a divulgar ainda:

Votos de boas leituras 😉

Desafios, Reflexões

Star Tracker: a minha pátria é a língua portuguesa!

lusofonia2Nas Conferências da Lusófona onde estive a semana passada, um dos temas mais falados foi precisamente o Star Tracker – o portal do talento português, fundado pelo Tiago Forjaz e seus parceiros de empreendedorismo.

A certa altura, quando se referiu que o Star Tracker era exclusivamente dedicado ao talento português, gerou-se um grande burburinho na sala…

… o que não é de espantar, tendo em conta que grande parte dos alunos da Lusófona são oriundos de países de língua portuguesa como Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné ou Brasil. Qual não foi a surpresa deles ao saberem que só poderiam aceder ao Star Tracker se tivessem, no mínimo, dupla nacionalidade, podendo ostentar assim o “rótulo da portugalidade”!

Confesso que compreendi perfeitamente o incómodo gerado na sala, ao sentir a frustração latente de tantos jovens talentos (que pensam e falam em português), que, mesmo querendo, não se poderiam juntar ao “mundo Star Tracker”…

Tenho orgulho em ser um dos membros fundadores do Star Tracker, e de ter participado entusiasticamente no seu crescimento e dinamização. Tenho pensado e participado na discussão sobre o seu futuro – cf. o meu post “Star Tracking – que futuro?” -, e sou acérrimo defensor dos seus princípios fundacionais e distintivos.

Estes princípios, tão amplamente debatidos, especialmente após o evento do Campo Pequeno, têm sido alvo de forte reflexão e polémica, especialmente apimentada pelas intervenções desassombradas e intelectualmente provocatórias do meu estimado Paulo Querido (um dos decanos da blogosfera, com um património de debates que lhe ganjeou até hoje um amplo número de fãs e de inimigos fidagais 😉 ).

Apesar de tal polémica, continuo convicto de que:

  • O Star Tracker é imensamente inovador, por ser mais do que uma rede social, extravasando o seu conceito para algo maior: uma verdadeira comunidade;
  • Para uma comunidade existir, têm de existir comunalidades fortes. No LinkedIn, por exemplo, a comunalidade limita-se ao interesse comum em usar uma montra de empregabilidade à escala global. E por aí se fica. Ficamos ligados e promovemo-nos e pronto. E já não é nada mau, meus amigos 🙂 !
  • No Star Traker existe para além disso a paixão em português (seja lá o que isso for – é algo que se sente, não se racionaliza), e o sentido de pertença a um grupo exclusivo, especial (por isso a rede ser fechada e só crescer “por convite”).

Não me interessa se chamam aos seus membros presunçosos ou elitistas: o que é um facto indesmentível é que esta rede é pujante e viva, os seus elementos têm afinidades e interesses fortes, têm uma predisposição para efectivamente se ajudarem uns aos outros (eu já comprovei isso pessoalmente) e defendem-se acerrimamente uns aos outros (às vezes para lá do racional, como o Paulo Querido bem sabe 😉 ).

Assim, a verdade é que os princípios fundacionais funcionam!

Todavia, acho que o que está bem ainda pode evoluir, pelo que na conferência lancei um convite ao Alex (sócio do Tiago nesta aventura em rede), que estendo ao Tiago como um desafio: atrevam-se a repensar o âmbito da rede!

Em vez do Star Tracker se assumir como a “rede global do talento português”, porque não assumir-se como a “rede global do talento em português”?

Não amigos, não é semântica: é paixão mesmo 😉 !

Só quem não esteve ainda em Luanda, no Mindelo, na Praia ou em S. Paulo pode achar que somos apenas 15 milhões espalhados pelo Mundo… a verdade é que somos mais de 200 milhões, pois a nossa pátria é a língua portuguesa!

E o Tiago e o Alex sabem disso, certo? Tu, Tiago,  nasceste na África do Sul. E tu, Alex, nasceste no Brasil…

Vamos a isso? 😉

Votos de boa reflexão 🙂

Eventos, Factos

Conferências na Lusófona: talento em português!

704Tive o privilégio de, na semana passada, participar como orador em duas conferências organizadas pela Universidade Lusófona. Nunca tinha estado nesta universidade, apesar de acompanhar o seu crescimento e a sua pujança académica desde há vários anos. Para isso contribui certamente o facto de ter vários colegas e amigos no seu corpo docente – ocorre-me imediatamente, por exemplo, o meu estimado Mário Ceitil, responsável pela licenciatura de Gestão de Recursos Humanos, e uma das mais incontornáveis figuras da comunidade RH em Portugal.

Pois bem, então na semana que passou lá fui à Lusófona, para falar os alunos da casa em duas conferências: Novos Desafios para os Gestores, organizada pelos alunos da licenciatura em Gestão de Empresas, e Potencial Humano e Poder da Mudança, organizada pelos alunos da licenciatura de Gestão de Recursos Humanos.

O simpático convite feito pelo Professor Pedro Matos revelou-se uma agradável surpresa. Não só pelo fantástico e caloroso acolhimento que tive, como pelo profissionalismo e qualidade da organização do evento. O Professor Pedro Matos organizou estas conferências no âmbito das suas cadeiras, fazendo das mesmas uma experiência de desenvolvimento de competências para os seus alunos.

Assim, pude observar como uma equipa de alunos mobilizados garantia desde o acolhimento dos speakers até à acreditação dos participantes, passando por todos os pormenores logísticos, de comunicação, marketing e merchandising, até ao tratamento e difusão dos conteúdos. E tudo isto feito por jovens de vinte e poucos anos, cujo brio e entusiasmo, aliado ao interesse pelos temas, foram um exemplo refrescante de como se pode aprender de forma diferente e prática o que é trabalhar nas organizações!

O seu profissionalismo chegava aos pequenos detalhes, como por exemplo o facto de cada aluno ter um cartão de visita personalizado, que entregava aos speakers como forma de promover a sua empregabilidade futura, ou ao facto de nas pastas da conferência haver um directório de contacto dos membros da turma.

Foi um prazer falar para eles sobre o que é ter uma carreira nos tempos de hoje, especialmente acompanhado de velhos amigos como o José Bancaleiro ou o Tiago Forjaz, ou de “novos amigos”, como o Dr. Manuel Boto, partner da Deloitte que tive o prazer e o privilégio de conhecer.

Outro pormenor que me pareceu verdadeiramente significativo foi o facto da Universidade Lusófona ser de facto e literalmente lusófona! Na verdade, é impressionante observar a diversidade dos alunos que a compõem, sendo que estou praticamente certo de ter falado com alunos de todos os países de língua portuguesa.

Assim, se as boas práticas do Professor Pedro Matos constituírem exemplo do que se faz pela Lusófona (e estou certo que sim), e se os alunos que conheci forem também eles um exemplo representativo do aluno-tipo da universidade, posso dizer seguramente que a Lusófona é hoje um viveiro de talento em português 🙂

A Pedro e aos seus alunos um abraço e parabéns 😉 !