Factos, Reflexões

Autenticidade…

Obama 2008Breve post de referência ao blog da Laurinda Alves, que publicou um post intitulado “A autenticidade é a verdade para além das palavras“.

Este post é sobre a eleição de Barak Obama. À primeira vista nada tem a ver com a gestão do talento (excepto talvez com o talento de Barak ter chegado a Presidente, contra tudo e contra todos, claro 🙂 ).

Todavia, aquilo que me fez pensar foi uma referência que a Laurinda fez, e que toca com o dedo na ferida de muitas realidades que vivemos nos tempos que correm: a célebre frase de Obama “uma das qualidades mais raras nos políticos é a autenticidade, essa verdade que está para além das meras palavras”.

A autenticidade. E porque será? Talvez porque as pessoas são seres cada vez mais informados, porque pensam pela sua cabeça e porque fazem opções todos os dias, enquanto cidadãos, pais, filhos, maridos, mulheres, profissionais, enfim, enquanto actores de tantos quantos os papéis sociais que desempenhem.

Segundo Obama, isto criou a “exigência permanente de nos pormos na pele das outras pessoas e vermos os seus pontos de vista”.

Pois é: isto é verdade para os políticos, mas também para os gestores.

E a gestão do talento é isso mesmo. E há dois aspectos que nunca poderemos descurar:

a) prestar-lhes atenção (aos talentos);

b) sermos genuínos e verdadeiros… em suma, autênticos 😉

Sobre este mesmo tema já escrevi no meu post sobre genuinidade empresarial.

Deixo-vos um vídeo de Obama que fala sobre estes e outros valores.

Enjoy it 😉

Reflexões

Dedicação e Brio: disto (também) se fazem os talentos

Breve post, de partida para o fim de semana, inspirado num post da Laurinda Alves, com o título “Uma breve conversa entre parêntesis”.

Neste post a Laurinda conta um episódio tocante passado entre o seu filho e o pianista russo Nicolai Lugansky. Resumindo a história, a Laurinda ficou tocada pelo facto de um artista deste gabarito, após um exigente concerto, ainda ter disposição e força para prestar atenção aos seus admiradores e conversar com eles (leiam o post e vejam o vídeo, que valem mesmo a pena 😉 !).

Esta nota fez-me pensar um pouco como a essência do talento passa por vezes por coisas tão simples e tão antigas, que quase parecem fora de moda: já os meus avós exaltavam o brio profissional e a dedicação a uma arte ou profissão como valores fundamentais a preservar.

Se atendermos aos que são hoje as nossas referências (os nossos talentos de eleição), provavelmente encontramos neles todos este espírito de missão, esta abnegação, este amor pela profissão ou pela arte, esta dedicação aos seus públicos ou destinatários.

E isto ultrapassa qualquer momento de cansaço, qualquer desalento, qualquer frustração: pois é para eles e por eles que existimos e nos levantamos todos os dias para cumprir a nossa missão de vida. É para eles e por eles que brilhamos e nos esforçamos, que ultrapassamos os nossos limites e exultamos com os nossos feitos.

Os talentos vivem acima de tudo para dar aos outros: são seres sociais, generativos, generosos.

Porque o talento é dádiva e a máxima “the show must go on” permanece actual.

Será que temos prestado atenção a isto quando procuramos talento para as nossa organizações? Andamos mesmo a procurar talento ou apenas a “pescar estrelas cadentes”?

Boa reflexão e votos de bom fim de semana 😉 !