Recomendações, Trends

Corporate Social Networks – como usar as redes sociais nas empresas

Acabei de receber um estudo da Forrester intitulado “Corporate Social Networks Will Augment Strategic HR Iniciatives”.

Apesar do título ser demasiado “afunilado”, pois dirige o interesse apenas para os profissionais de recursos humanos, o estudo tem um interesse que vai muito para lá desse âmbito.

Este estudo reforça a pertinência da Web 2.0 , e muito especialmente das redes sociais naquilo que é hoje o focus das empresas em termos de competitividade:

  • Inovação através da colaboração (ou inovação colaborativa);
  • Retenção de talentos através de networking forte (como defendi no Paradoxo de Ícaro);
  • Reforço da capacidade comercial por via das relações e networking;
Alguns exemplos interessantes são dados, como o caso da IBM e as suas iniciativas intituladas de “InnovationJam“, onde mais de 150.000 pessoas participam no processo de inovação, investindo a IBM mais de 100 milhões de dólares nas 10 melhores ideias!

 

Em termos de aplicabilidade prática imediata, também são dados vários exemplos que podem ajudar à implementação de redes sociais corporativas:

  • Alumni programs – como fonte de recomendações e recontratações;
  • Internship programs – como “viveiro” de recrutamento e integração;
  • Mentoring – como reforço do desenvolvimento de talentos;
  • Plataforma colaborativa – como base de aprendizagem sustentada em comunidades de prática;
  • Onboarding programs – como acelerador da integração;

Algumas destas aplicações são boas formas de demonstrar o value for the money na implementação de um projecto deste tipo, sendo um bom starting point  para um business case.

O estudo aponta ainda outras recomendações sobre estratégias de implementação a adoptar e fornecedores de soluções existentes no mercado. A não perder, portanto 😉

Recomendo igualmente a leitura do comentário ao estudo feita no blog The Connectbeam Social Computing Blog, feito por Puneet Gupta.

Boas leituras!

Trends

Google Chrome: architectural advantage em construção!

Este meu post surge como resultado da troca de impressões gerada pelo meu último post Architectural Advantage

Mal eu tinha publicado o post, já o meu amigo Pedro Rebelo comentava que a Google, ao lançar o seu novo web browser – o Google Chrome – estava a demonstrar como se aplicava o conceito de architectural advantage, ao inovar de forma colaborativa, mudando as regras e gerando uma nova arquitectura de criação de valor, em que a Google, não detendo todas as partes da equação, no entanto garantiria a apropriação da maior fatia de valor acrescentado.

Foi uma coincidência engraçada, pois quando o Pedro colocou esse comentário no meu post, eu estava a acabar de instalar o Google Chrome na minha máquina, e estava precisamente a comprovar aquilo que o Pedro, sem ter ainda experimentado, tão bem estava a antecipar!

De facto, o Google Chrome representa uma ruptura com o conceito de navegação web que conhecemos.

Porquê? Porque pela primeira vez temos um web browser que, em vez de estar focado na navegação na web, está acima de tudo focado nas necessidades dos utilizadores que acedem à Internet

E isto, apesar de parecer uma diferença subtil, faz toda a diferença! Vejamos alguns exemplos:

  • Barra de endereços – esta barra, onde habitualmente tínhamos de escrever o endereço para onde queríamos navegar, deixou de ser um “serviço postal cego” para ser uma espécie de “DHL dinâmico e personalizado”, uma vez que cruza a funcionalidade de barra de endereços com a funcionalidade de barra de pesquisa, sugerindo dinamicamente endereços similares às palavras que digitamos (sejam resultado de navegações passadas ou não), bem como pesquisas a efectuar no motor de pesquisa que tivermos assumido por default para o Chrome (sim, ao contrário do que faria a Microsoft, a Google não nos obriga a pesquisar na Net através do Google, deixando-nos escolher livremente!);
  • Rapidez – a velocidade do Chrome é impressionante, sendo notória a diferença de velocidade para outros browsers, segundo a Google devido à aposta no “acelerar” das aplicações Java que correm no Chrome;
  • Estabilidade e Segurança – o facto de, no Chrome, cada tab correr de forma independente, faz com que o utilizador, ao aceder a alguma tarefa pesada ou a algum site com muito tráfego, não veja comprometido todo o seu trabalho, sofrendo um crash global do browser. No máximo, apenas o tab afectado sofre o crash, podendo ser fechado sem prejudicar os outros tabs abertos. Também esta filosofia, em termos de segurança, apresenta uma arquitectura mais robusta, pois ao aceder a um site com conteúdo malicioso, o mesmo não se pode espalhar para lá do tab aberto. Para além disso, o Chrome tem uma lista negra permanentemente actualizada, que avisa o utilizador se tentar aceder a algum domínio considerado malicioso. Também a privacidade está garantida através do modo de navegação “incógnito” (vejam o vídeo no fim do post);
  • Integrabilidade e Lógica Aplicacional – no Chrome, podemos aceder a aplicações Web (como o Google Docs ou o Webmail) e convertê-los numa janela aplicacional independente, que corre como se fosse um programa instalado no computador. Podemos criar shortcut’s para as aplicações, e o Chrome abre uma janela aplicacional em vez do browser. Também se torna fácil arrastar um ficheiro para dentro do Chrome, que se abrirá com a aplicação correspondente. A sincronização com os bookmarks e settings dos outros browsers é também uma funcionalidade utilíssima, facilitando a migração das nossas preferências web. Só falta mesmo o Chrome ter uma funcionalidade semelhante ao Foxmarks, que permite ao Firefox sincronizar os nossos marcadores online, seja qual for o computador no qual acedemos ao browser (o que simplifica muito a vida de quem tem de trabalhar em muitos sítios diferentes e com máquinas diferentes!). Fica aqui a sugestão :-);
  • Escalabilidade evolutiva – ao ser uma aplicação open source, a sua evolução será exponencial, à medida que a comunidade de desenvolvimento aderir a esta plataforma. O número de aplicações será muito superior àquele que seria gerado apenas pela Google Labs, criando massa crítica para a sua universalização. Este tipo de inovação colaborativa irá gerar prosperidade a uma vasta comunidade de desenvolvimento, reforçando todavia a competitividade da Google face a outros players como a Microsoft, o que fará com que a sua apropriação de valor seja potencialmente muitíssimo elevada;

Estes são apenas alguns dos aspectos que fazem com que o Google Chrome seja uma verdadeira pedrada no charco, pois despoleta um novo conceito de produtividade com base na Web, potenciando verdadeiramente a Web 2.0 como a nova plataforma de colaboração e trabalho no século XXI. 

A Microsoft tem de questionar-se seriamente sobre o futuro, pois parece cada vez menos evidente que no futuro estejamos a usar o Internet Explorer ou o Office, pagando licenças por produtos que evoluem mais devagar, são mais sujeitos a ataques informáticos e que nos obrigam a pagar pelas suas novas versões

A era dos produtos offline e proprietários pode estar a chegar ao fim. Resta saber como os modelos de negócio nas TI serão então reinventados… 

… uma era de oportunidades para quem tenha talento 😉 

Deixo-vos dois vídeos: um explicando como o Google Chrome surgiu, e outro explicando dez das mais apetitosas características do Chrome. 

Try & enjoy it 🙂


 

Reflexões, Trends

Architectural Advantage: inovação e competitividade numa economia em rede

Recebi hoje um paper oriundo da London Business School, da autoria do Professor Michael G. Jacobides.

Este paper fala-nos do conceito de architectural advantage, ou seja, a capacidade de controlar uma indústria sem sequer ter de adquirir uma parcela significativa da mesma.

Este conceito emerge com a recente evolução económica global, em que constatamos que a prosperidade das empresas não depende apenas delas mesmas, mas sim de uma vasta e subtil rede de interdependências económicas e empresariais, ou seja, de um ecossistema empresarial.

Fenómenos recentes como a crise do sub-prime ou a emergência do outsourcing e do offshoring são exemplos de como esta dinâmica de interdependência pode ter efeitos à escala global, provocando mudanças radicais na forma como as economias evoluem e as empresas trabalham e se relacionam entre si, gerando novos modelos de criação de valor.

A competitividade hoje não depende só da capacidade de inovar no produto ou no processo, mas sim de determinar quem faz o quê e quem ganha o quê na cadeia de valor.

A recente relevância dos produtores de conteúdos na indústria da telefonia móvel é um caso evidente de como novos players podem emergir subitamente, e ter uma prosperidade á escala global absolutamente inesperada. Veja-se o caso da portuguesa Tim.We, que em pouco tempo se tornou num player mundial em conteúdos para telemóveis.

Outros exemplos podem ser dados, e que são exemplos de como empresas podem condicionar todo um sector de actividade, não porque o detenham, mas porque inovaram de forma radical, colaborativa e mudando as regras do jogo, navegando para mercados não saturados.

Veja-se o exemplo da Google, ao avançar com um sistema operativo para telemóveis – o Android. Aparentemente, estaria a entrar num mercado saturado. Todavia, ao lançar o primeiro sistema open source para telemóveis, está a criar as bases para toda uma nova plataforma colaborativa de desenvolvimento de software (cf. Inovação Colaborativa), que irá mudar completamente as regras do jogo na indústria da telefonia móvel.

Ao mudar as regras do jogo (cf. Game Changing Strategies), está a criar uma nova arquitectura de negócio, em que uma nova rede de empresas interage de forma nova, podendo a Google apropriar-se dos segmentos da rede que irão ter mais valor. Ao fazer isto apropria-se de mercados ainda por explorar, numa estratégia “blue ocean“. É isto pois a architectural advantage: gerir a inovação colaborativa, numa lógica de mercado e não de empresa. E isto exige uma lógica de empreendedorismo e visão de longo prazo.

Citando o Professor Jacobides: “Innovation is not about the creative genius of a solitary inventor; it’s about new ways of orchestrating and managing the benefits we can create. And that will transcend the boundaries of traditional sectors.

Votos de boa leitura 🙂

Recomendações, Reflexões

Google: o exemplo da estratégia “blue ocean”

Ao ler hoje a edição de Agosto da revista Executive Digest, deparei-me com uma reportagem sobre a estratégia oceano azul, alavancada no exemplo do Cirque du Soleil.

Como acho que o Cirque du Soleil merece um post só para ele, resolvi antes escrever sobre os ensinamentos do livro de W. Kim e Renée Mauborgne, “A Estratégia Oceano Azul”, publicado em Portugal pela Actual Editora, uma das melhores editoras de gestão da actualidade.

A grande mensagem deste livro é que a chave para sobreviver no mundo global e competitivo de hoje é, curiosamente, deixar de concorrer.

Surpreendidos? Pois bem, esta mensagem é só uma surpresa à primeira vista.

É aliás uma mensagem que vai em total linha de concordância com o meu post sobre “Game-changing strategies“, onde o Prof. Costas Markides da London Business School defendia exactamente a mesma tese:

Para quê consumir recursos, energia e tempo a tentar ser melhor que milhares de concorrentes directos, a tentar fornecer melhor algo que tantos têm para oferecer, alcançando incrementos de competitividade perfeitamente marginais (bem como os ganhos daí resultantes!), quando o ganho potencial é muito maior se oferecermos algo de radicalmente novo e diferente aos nossos potenciais clientes?

O conceito de “red ocean” é precisamente correspondente ao primeiro cenário apresentado: um oceano cheio de tubarões, que lutam pelo mesmo naco de carne, e que pouco conseguem ao competir contra tantos, num mar vermelho de sangue (competição tradicional).

Quando se afirma que o segredo é deixar de concorrer, não se entenda com isso deixar de ser competitivo. É exactamente o contrário: é ser mais competitivo, com o dispêndio do mínimo de esforço e recursos possíveis, centrando o investimento na inovação e não na concorrência.

É a estratégia do “blue ocean”, ou seja, partir para novos mercados, em que a concorrência é pouca ou nenhuma, especialmente se formos capazes de criar novos mercados! Aí, o mercado assemelha-se a um oceano azul por desbravar, onde não prolifera a cor vermelha do sangue derramado na luta contra a concorrência.

Claro que ela aparecerá sempre, mais tarde ou mais cedo. Logo, a estratégia sustentadamente vencedora não é partir para a estratégia do “red ocean” quando a concorrência chega, mas sim continuar a desbravar novos “blue oceans”, ou seja, gerar um ciclo de inovação permanente.

Isto depende acima de tudo dos talentos que consigamos ter dentro de casa, claro está…

O que me levou a pensar imediatamente numa das empresas que melhor faz isto: a Google, Inc.

A Google dedica-se permanentemente a gerar novos produtos e serviços, testando-os experimentalmente e contando inclusive com os utilizadores (clientes) como beta-testers. Para perceber a sua dinâmica de lançamento de novos produtos, basta ir ao Google Labs!

Não é por acaso que a Google investe tanto na inovação, na captação de talentos e na criação de condições para promover a criatividade. A Google sabe que disso depende a sua sobrevivência a prazo: só a capacidade de criar valor novo percebido continuamente, em plena cumplicidade com os clientes poderá garantir o sucesso de forma sustentada.

Sabiam que na Google os trabalhadores têm 20% do tempo de trabalho disponível para ser dedicado aos seus projectos pessoais? Parece parvoíce? Não: a Google sabe que é geralmente daí que nascem as mais loucas ideias novas que podem lançar os mais interessantes novos produtos do seu portfolio.

Pois é: parece que voltamos ao potencial por explorar que os nossos cérebros têm, e que é sem dúvida o mais valioso capital das organizações.

Assim o saibamos aproveitar…

Para quem quiser saber mais sobre esta perspectiva, analisando os economics por trás do caso da Google, não deixem de consultar a brilhante análise feita por Victor Cook, no seu post Google vs. Microsoft: Crossing the Blue-Ocean, Red-Ocean Divide, em que é feita precisamente a comparação entre a Google e o super-gigante Microsoft: uma verdadeira delícia, com gráficos e tudo!

Não deixem também de ver o conjunto de vídeos que encontrei no Youtube sobre a Google e sua forma de trabalhar. São uma verdadeira lição e uma potente inspiração para todos nós.

Enjoy it! 🙂

Trends

Web 2.0: a competitividade pós-capitalista

Um estudo recente da McKinsey confirma as boas novas que muitos de nós anteviam: a Web 2.0 veio para ficar!

No survey “Building the Web 2.0 Enterprise”, fica clara a tendência das empresas para apostar nas ferramentas da Web 2.0, especialmente após um período de “experimentação controlada”, que permita a confirmação do “value for the money”. O crescimento do uso das ferramentas em empresas que as experimentaram no ano passado é simplesmente de 100%!

Esta atitude de experimentação controlada, tendencialmente prudencial, reflecte uma adequada gestão do risco operacional, mesmo na adopção de inovações. Nos tempos que correm, de acelerada mudança e generalizada incerteza, é uma abordagem de gestão poderosa e adequada, em que temos de ousar fazer diferente, experimentar, errar, mas sem cair nas precipitações optimistas que levaram ao estourar da bolha tecnológica no início do milénio.

Assim, a confirmação da validade do recurso à Web 2.0 numa abordagem deste tipo é particularmente robusta, uma vez que não se limita à adesão a mais uma moda.

De destacar a relevância assumida por blogs, wikis, RSSs e Podcasts, usados crescentemente nas empresas como:

  1. ferramentas de gestão da mudança
  2. ferramentas de gestão do conhecimento
  3. plataformas colaborativas entre empregados, mas também com clientes e fornecedores
  4. enablers da inovação
  5. potenciadores do estreitamento da relação com os clientes

É curioso constatar como as redes sociais ainda não foram alvo de tanta atenção e uso como as outras ferramentas da Web 2.0. Muito provavelmente, ainda não ficou claro o retorno que tal recurso pode gerar em termos de investimento. Espero que o exemplo do Star Tracker possa ajudar a perceber o “value for the money” deste tipo de ferramenta 🙂

Das principais barreiras à implementação das ferramentas Web 2.0, destaco as seguintes:

  • Falta de valor percebido (ROI) – o que reforça a minha suspeita sobre a ainda menor adesão às redes sociais…
  • Cultura organizacional pouco receptiva ao uso de tecnologias web 2.0;
  • Falta de incentivos à sua adopção por parte das empresas.

Estas barreiras confirmam que o ponto decisivo no salto para a Web 2.0 é conseguir colocar as organizações a experimentar, o que dá muito espaço de intervenção para quem tenha responsabilidades ao nível da gestão da mudança.

De destacar igualmente o forte sucesso dos blogs na região da Ásia-Pacífico e dos wikis na Índia, chegando mesmo a superar a relevância dos web-services. Tendo em conta o seu forte desenvolvimento tecnológico e económico, estas são tendências a que não podemos deixar de estar atentos.

Por fim um destaque para a constatação de que as tecnologias Web 2.0 aparecem como enablers de mudança:

  • ao nível da forma como as empresas comunicam com clientes e fornecedores;
  • ao nível da forma como captam e retêm talento nas organizações…

Tendo em conta que as duas únicas fontes de vantagem competitiva sustentável são a inovação permanente e a criação de relações de cumplicidade e confiança com os clientes, o contributo da web 2.0 parece ser incontornável.

Assim estejamos à altura do desafio…

Votos de boa leitura 🙂

Reflexões, Trends

Game-changing strategies: a chave do sucesso é ser diferente

Chega-me hoje da London Business School uma leitura extremamente interessante, do Professor Costas Markides, chamada “Game-changing strategies”.

Este paper é de extremo interesse, pois sendo um tema de estratégia e de gestão geral, vem todavia confirmar a pertinência da busca por talentos, de que se fala neste blog.

Neste paper, o Professor Markides confirma que os pequenos players são muito pouco eficazes na conquista de mercado aos concorrentes já instalados. Estudos confirmam que um líder de mercado tem cerca de 96% de hipóteses de se manter líder de mercado, o que é quase uma certeza.

Todavia, algumas pequenas startups contrariaram de forma inquestionável esta tendência, afirmando-se como líderes do seu mercado pouco tempo depois. Exemplos: IKEA, Canon, K-Mart, Starbucks ou Amazon, entre dezenas de outros.

O que explica o segredo do seu sucesso? Simples: em vez de atacarem directamente os seus oponentes, tentando ser melhor do que eles, estes player atreveram-se a ser diferentes.

Em vez de imitarem os líderes, jogando o jogo no seu tabuleiro e com as suas regras, estas startups quebraram as regras do jogo, inovaram, fizeram propostas de valor divergentes, criando um business model diferenciado e redefiniram o próprio mercado em que operavam!

Esta é uma grande lição para empreendedores e gestores de talento, e que se resume num lema, bandeira da Apple: THINK DIFFERENT!

Pois é: e a inovação derivada do pensamento divergente é uma característica fundamental dos talentos que procuramos. Assim os saibamos encontrar…

Boa procura!

Trends

Inovação Colaborativa

Partilha o nosso amigo Ruben Eiras, no seu blog “Capital Intelectual”, a sua reflexão sobre uma tendência recente verificada ao nível da geração da inovação.

Segundo um estudo recente, grande parte da produção inovadora hoje resulta do esforço colaborativo entre organismos e instituições do sector público (bons a criar novo conhecimento) e empresas privadas (boas a comercializar a inovação).

A confirmar-se esta tendência, estamos perante várias boas notícias, a saber:

  • afinal, ainda podem vir coisas boas do sector público;
  • há espaço para a chamada “investigação fundamental” (virada para a produção de novo conhecimento, mesmo sem uma “agenda comercial” por trás);
  • a colaboração é possível e desejável, entre instituições com vocações distintas, mas complementares;
  • é da colaboração e da partilha que nasce a abundância na era pós-capitalista, como Drucker e outros visionários tão bem previram!

Obrigado, Ruben, por trazeres a boa-nova 🙂 !