Reflexões

O Principio de Schrodinger

Das boas leituras nascem as boas ideias

Começo a escrever este post em plena véspera de Natal, fruto da leitura entusiasmada do último romance de um dos meus autores portugueses contemporâneos preferidos: José Rodrigues dos Santos. Sei que ao dizer isto provavelmente deixarei muita gente chocada ou mesmo dececionada. Eleger JRS como um escritor favorito não é politicamente correto do ponto de vista literário clássico: a sua escrita não tem o rendilhado fino de outros autores e  os seus enredos (especialmente os que envolvem o seu “Indiana Jones” português – Tomás Noronha) são considerados de leitura leve e pouco sofisticada. Pois bem: discordo. JRS consegue restituir-me o entusiasmo juvenil da leitura de uma história de aventuras, cruzando um enredo com excelente ritmo com notas de excelente humor e, acima de tudo, um pendor pedagógico verdadeiramente meritório relativamente aos temas que aborda.

A forma extremamente rigorosa como se prepara para embeber a narrativa de conhecimento relevante sobre os temas e o engenho demonstrado em fazer fluir esse conhecimento no curso da ação são méritos que fazem de JRS um autor que admiro e aprecio, tirando dos seus livros sempre um misto de prazer, aprendizagem e puro divertimento.

Pois bem, feita a respetiva declaração de intenções, deixem-me contar-vos como da leitura de um livro como “A Chave de Salomão” pode surgir um bom conceito a ser usado quando pensamos em desenvolvimento de talento.

Neste romance JRS fala-nos de física quântica, sendo um dos conceitos centrais explorados na obra a experiência da dupla fenda, que veio lançar o debate sobre a realidade apenas existir em função da observação a que é sujeita. Este debate deu origem à concepção de que, por exemplo, a luz é simultaneamente onda e partícula, e que é a forma como observamos a luz que leva a que a mesma assuma a forma de onda ou de partícula. Este princípio de que a realidade apenas se concretiza em função da observação levou a que o famoso físico Erwin Schrodinger desenvolvesse a famosa experiência do Gato de Schrodinger, bem como a famosa equação de Schrodinger.

Foi precisamente este conceito que me levou a estabelecer uma analogia concetual com o desenvolvimento de talento, à qual chamei o Princípio de Schrodinger

O talento como um conceito dinâmico e transacional

A forma de olhar hoje para o talento é substantivamente diferente da perspetiva que emergiu no início do século XXI, com o famoso estudo da McKinsey “The War for Talent”. A abordagem tradicional era uma abordagem exclusiva, em que o talento era algo que possuíamos ou não e que era considerado um ativo escasso (ou seja, propriedade ou característica de poucos indivíduos). Era um conceito estático, que postulava que as empresas deviam investir num conjunto de “eleitos” que importava identificar, atrair e desenvolver. Essa abordagem deu maus resultados, como bem ilustrou Malcolm Gladwell no seu famoso artigo “The Talent Myth”. E deu mau resultado pois partia de premissas erradas, a saber:

  1. o talento não é estático: é dinâmico, contextual e transacional. Ou seja, o talento depende da forma como uma organização ou um indivíduo valorizam determinadas caraterísticas e capacidades que nós temos num determinado contexto que se verifica num determinado momento;
  2. por isto mesmo, o talento não é propriedade nossa nem é um atributo nosso, mas sim o produto de uma combinação de fatores que determinam que o talento é uma propriedade emergente e transitória, que se verifica apenas enquanto essa conjugação de fatores se mantiver;
  3. desta forma, o talento não é um recurso escasso, mas sim abundante: todos nós podemos desenvolver caraterísticas vistas como valiosas ou talentosas, assim saibamos interpretar as variáveis contextuais e queiramos desenvolver as caraterísticas que nos potenciam ser percebidos como talentosos. 

A rutura concetual na abordagem ao talento é por mim assinalada no tempo com a publicação de um artigo científico, escrito por Sasha Barab e  Jonathan Plucker, da Universidade do Indiana, intitulado “Smart People or Smart Contexts?” (conforme menciono no meu post Talentologia – parte 1).⁠ Este artigo mudou a forma de ver o talento de uma forma irreversível, e faz-nos perceber como podemos ser um talento na nossa organização à 6ª feira e não o ser de todo na segunda feira seguinte, se essa organização tiver sido, por exemplo, comprada por outra organização com uma matriz de valores e de funcionamento diferente da primeira. Isso aliás aconteceu-me a mim mesmo, numa determinada fase da minha carreira: era eu um jovem promissor numa reputada instituição bancária, identificado como quadro de elevado potencial e com um plano de carreira prometedor pela frente, quando dou por mim subitamente envolvido na “migração” inerente a uma venda de sociedades entre grupos financeiros. Subitamente, o jovem promissor que era valorizado pela sua proatividade e pela sua capacidade de inovar, tornou-se num “problema a resolver”, que ficou 7 meses com pouco ou nada (significativo) para fazer. Esta situação levou-me a sentir na carne como o talento é algo efémero: as caraterísticas que me tornavam valioso na empresa onde antes estava eram um “ativo tóxico” nesta segunda empresa, que era o mais emblemático exemplo de conservadorismo do setor (mais detalhes sobre este episódio são por mim relatados na minha TED talk que está disponível no meu post com o mesmo nome: “A mente que nos move”).

O talento como valor percebido

Com esta rutura concetual, o talento passou a ser visto como algo que podemos possuir, desenvolver, conservar e perder. Curiosamente, um dos aspetos que vai definir a forma como os nossos talentos potenciais vão emergir e desenvolver-se é precisamente o facto de os mesmos serem ou não traduzidos em valor percebido.

Despertei pela primeira vez para a importância do valor percebido nos anos 90, quando trabalhava como formador numa companhia de seguros. Tinha a noção clara (porque o meio era relativamente pequeno) que era um dos melhores formadores da indústria à época (o que não era de espantar pois tive os melhores “mestres” do setor) e estava na altura com vontade de mudar de empresa (aquela fase em que os aumentos salariais não acompanham o crescimento da performance necessariamente à mesma velocidade). Todavia, mudar de empresa revelou-se bem mais difícil do que eu pensaria, o que me intrigou deveras à época (imaturidade típica dos vinte e poucos anos). Mais tarde tornou-se óbvio o porquê: ser um dos melhores do setor vale literalmente zero se ninguém souber disso!

Esta foi uma lição que nunca esqueci: o nosso valor profissional varia sempre em função de quem o percebe, de que o aprecia, de quem o valoriza. Por muito que nos esforcemos, se o nosso trabalho e as nossas caraterísticas não tiverem visibilidade, o seu valor é nulo. Por isso a gestão da nosa network e da visibilidade do que temos para dar se torna tão importante no desenvolvimento da nossa carreira.

Esta constatação acaba por ser o primeiro pilar argumentativo para aquilo a que chamei o Princípio de Schrodinger no desenvolvimento do talento: o talento potencial só se torna real quando é observado por alguém, quando é apreciado por alguém. O talento é pois uma realidade que só se concretiza quando tem um “público”, ou seja, destinatários que o aplaudam, que o valorizem.

O talento como pilar da felicidade

Este princípio não se esgota todavia aqui. Ao aprofundar a reflexão sobre este princípio, apercebi-me que ele tem fronteiras bem mais vastas na nossa vida. Ele é um princípio que regula a atribuição de significado aos nossos atos enquanto seres sociais. E o que significa isto? Que tudo o que fazemos de significativo enquanto seres humanos tem como fim último deixar a nossa marca no mundo. Esta é uma pulsão típica da natureza humana e que deriva da nossa condição de mortais: é o facto de termos um percurso finito neste mundo que leva a que queiramos eternizar a nossa passagem através de um legado. Se pensarmos bem, é a nossa condição de mortais que explica a nossa pulsão para o progresso: se fôssemos imortais, para quê inventar a roda hoje, quando teríamos todo o tempo do mundo para o fazer? Por isso mesmo, costumo dizer que o progresso é o feliz produto da conjugação da nossa mortalidade com a nossa tendência para a preguiça (entendida como necessidade de economia de esforço na maximização de resultados, claro!).

Ora bem, posto isto, há que entender que a atribuição de significado aos nossos atos é um dos pilares da felicidade, ou seja da vivência de um estádio razoavelmente constante de emoções positivas, produto de boas descargas de dopamina no nosso corpo (sobre isto já escrevi no meu post “Gestão da Felicidade”). Todos queremos ser felizes, logo todos procuramos ter vidas significativas e recompensadoras. Até aqui estamos perante uma linha de pensamento pacífica e consensual. Todavia, o que a reflexão, a observação e a experiência me sugerem é que mais uma vez isso só é verdade em função de haver um destinatário, um “público”, ou seja, um observador.

O que implica assim que o princípio de Schrodinger também se aplica à gestão de vida e à procura da felicidade. Se refletirmos sobre tudo o que de significativo fizemos, provavelmente chegaremos à conclusão que o fizemos em função de alguém, como forma de estabelecer um legado para alguém (a nossa marca no mundo). O exemplo mais óbvio são os nossos filhos. Um dos principais motivadores e atribuidores de significado para tudo o que faço é deixar um tributo aos meus filhos (e nisso se inclui a minha escrita no Mentes Brilhantes). Mas mesmo em casos menos óbvios isso é verdade: um benemérito que ajuda uma causa e quer permanecer anónimo, por exemplo, só se sente verdadeiramente realizado com o sorriso daqueles que foram ajudados.

Quando se costuma dizer (e bem) que a recompensa está na dádiva, isso só é verdade quando a dádiva se traduz na alegria, na apreciação, no sorriso de quem recebe. Por isso mesmo o significado da nossa vida (e a inerente felicidade que extraímos dela) também está dependente do princípio de Schrodinger… porque ninguém é feliz sozinho 🙂

 

Votos de Bom Natal!

 

Reflexões

Felicidade e Postura Vivencial

O emergir de uma ideia

Hoje, ao refletir sobre a história de vida de uma pessoa que me é próxima, ocorreu-me uma ideia que deu origem a um conceito que ainda não tinha operacionalizado, apesar de trabalhar com ele há já vários anos em executive e life coaching: o conceito de postura vivencial.

De facto, ao longo de muitos anos de aconselhamento e coaching aos mais variados tipos de indivíduos, acabei por me confrontar com padrões de atitude face à vida que posso hoje sistematizar numa framework tipológica que nos ajuda a compreender como o nosso software mental se organiza face a um par de variáveis muito relevantes para a nossa felicidade.

Essas variáveis são o locus de controle e a autenticidade. Deixem-me explicar sinteticamente no que cada um deles consiste.

postura vivencial em esquema

O locus de controle diz fundamentalmente respeito à forma como vemos aquilo que nos acontece e os respetivos nexos de causalidade. Quem tende a ter um locus de controle externo tende a explicar os factos que determinam o curso da sua vida através essencialmente de agentes externos e não da sua vontade, o que leva a uma postura passiva face à gestão da sua própria vida, da sua carreira e até das suas relações, afetos e do seu crescimento e desenvolvimento pessoal. Este tipo de pessoas usam geralmente uma narrativa que recorre ao verbo condicional e a muitas referências externas do tipo “se me saísse o Totoloto”, “se eu tivesse tido sorte na vida”, “se o País tivesse um Governo competente”, em que as causas de tudo estão sempre fora do seu controlo.

Quem tende a ter um locus de controle interno tende a explicar os factos que impactam no curso da sua vida essencialmente através da sua vontade e não de nenhuma entidade externa, que leva a uma maior proatividade face à sua gestão de vida, o seu desenvolvimento de carreira e mais uma vez dos afetos e das aprendizagens. As pessoas que se enquadram nesta tipologia usam geralmente um discurso que recorre aos verbos de ação e a muitas referências na primeira pessoa do singular do tipo “como fiz isto, consegui aquilo”, “tenho de aprender isto para alcançar aquilo” ou “isto é o que temos de fazer para alcançarmos esta meta”, em que as consequências derivadas dos acontecimentos da vida estão dependentes do que estejam dispostas a fazer por elas.

Sobre esta tendência tipológica e seus antecedentes culturais já escrevi em 2008 no meu artigo “A Pesada Herança de Roma”.

Já a autenticidade tem um enquadramento menos estruturado pelos seus antecedentes teóricos ou conceptuais, e é produto da minha reflexão pessoal. Para ter uma mínima base de fundamentação (teimosia de investigador!), procurei sustentar o meu conceito em algum tipo de fonte. Ao fim de 3 breves minutos de pesquisa na net, encontrei um pequeno post do blog Psichology Today, sob o título “Does Authenticity Lead to Happiness?”, que me deu algum conforto: afinal o conceito que eu desenvolvi parece fazer algum sentido 🙂

A autenticidade tem a ver com autoconhecimento, com a maturidade necessária para sabermos aquilo a que aspiramos, aquilo que verdadeiramente nos motiva e desejamos, e com a coragem de o assumir e ter uma vida coerente e consequente com essas aspirações. Falo de coragem porque nem sempre tal é fácil de descobrir e muitas, mas mesmo muuuitas vezes é extremamente difícil de praticar. Um dos principais fatores de constrangimento são as convenções sociais e as expetativas dos que nos são próximos. Quantas e quantas vezes damos por nós a viver não a nossa vida mas sim a vida que os nossos pais quiseram que nós vivêssemos… e tal acontece na maioria dos casos sem que ninguém se aperceba ou deseje conscientemente essa imposição. Na maioria das situações que conheci, essa imposição foi aliás auto induzida. Pois é… a nossa mente prega-nos partidas.

Mas a desejabilidade social não acontece só através dos pais, que são as figuras parentais clássicas. As expetativas de professores, amigos, colegas, chefes, patrões, entre tantos outros levam a que muitas vezes escolhamos profissões que não nos realizam, estilos de vida que não nos preenchem, modelos de relacionamento familiar que nada nos dizem ou afetos que se revelaram um entusiasmo juvenil. Um exemplo do qual nunca me esqueço foi o de uma antiga aluna minha de licenciatura que se apresentou na minha primeira aula dizendo “Eu estou aqui porque o meu pai me obrigou a tirar o curso de Gestão. Assim que acabar e tiver dinheiro, vou tirar o curso de piloto de aviões, que é aquilo que verdadeiramente me apaixona!” Elucidativo, não?

Ora bem, ao cruzarmos estes dois tipos de variáveis tipológicas, encontramos quatro perfis possíveis de postura vivencial, ou seja, da forma como tendemos a encarar e a viver a nossa vida, ou seja, de fazer a nossa jornada por este mundo.

Os 4 perfis

Por um lado temos o Senador, ou seja, alguém que tende a achar que o que lhe acontece não depende de si e a ter um baixo grau de autoconsciência. Como não assume o que verdadeiramente quer (muitas vezes nem tem isso claro para si), tende a estar permanentemente insatisfeito, apesar de achar que fez tudo certo. Por isso mesmo, culpa o contexto e os outros de todos os males, de todos os azares e infortúnios, tendendo a olhar para a vida pelo lado do copo meio vazio. Tende a ser uma pessoa amarga e que se leva demasiado a sério, tendendo para o conflito e para desenvolver relações baseadas em emoções negativas. Tal como um “senador” (passe o estereótipo), assume uma postura de sobranceria perante os outros. Estas são pessoas que tenderão a ter um rácio de felicidade baixo (sobre este conceito, da autoria da Barbara Fredrikson, ver o meu post “Gestão da Felicidade”).

Por outro lado temos o Poeta, ou seja, alguém que mais uma vez tende a achar que o que lhe acontece não depende de si, mas, ao contrário do Senador, tem um alto grau de autoconsciência. Como sabe o que verdadeiramente quer (mas muitas vezes não tem a capacidade de tomar a iniciativa para lá chegar), tende a estar permanentemente insatisfeito, revisitando sem parar o que seria a sua vida se tivesse tomado a iniciativa de mudar o curso dos acontecimentos. Por isso mesmo, culpa o contexto e os outros de todos os motivos que o impediram de tomar boas decisões, e, tal como o estereótipo do “poeta”, desenvolvendo uma atitude melancólica face à vida que gostaria de ter ou de ter tido, tendendo a olhar para a vida mais uma vez pelo lado do copo meio vazio. Os poetas tendem a ser pessoas tristes e que têm baixa autoestima, tendendo para a submissão ou para o evitamento do conflito, desenvolvendo relações desequilibradas, plenas de frustração e baseadas em emoções negativas. São também elas pessoas que tenderão a ter um rácio de felicidade baixo, exceto se tiverem a sorte de lhes calhar uma vida de feição com as suas aspirações, apesar de não terem feito nada por isso.

Do lado do locus de controle interno temos primeiramente o Gladiador, ou seja, alguém que tende a achar que o que lhe acontece depende acima de tudo de si, mas, ao contrário do Poeta, tem um baixo grau de autoconsciência. Como não sabe o que verdadeiramente quer (ou sabe, mas não tem a coragem de o assumir), tende a estar permanentemente insatisfeito, lutando sem parar para mudar o curso dos acontecimentos. Por isso mesmo, culpa-se a si próprio por não ser feliz, acreditando que se continuar a lutar vai lá chegar (mesmo que não seja claro como). Muitas vezes o Gladiador consegue compensar de alguma forma a sua frustração com a dimensão da sua vida que não o realiza, tendendo a brilhar e a realizar-se noutras dimensões. Um exemplo típico é alguém que se realiza e pleno em termos profissionais e cívicos, como forma de compensar uma vida pouco ou nada realizada ao nível dos afetos. O exemplo oposto também se mostra muito frequente, pela minha experiência profissional. Um gladiador, sendo um lutador, tende a olhar para a vida pelo lado do copo meio cheio, mesmo quando há adversidades, procurando a felicidade através da conquista de novos ganhos e ignorando o mais possível as perdas. Os gladiadores tendem a ser pessoas alegres e extrovertidas, com enorme orgulho e alta autoestima, tendendo para a afirmação persuasiva ou mesmo para a afirmação territorial, não temendo o conflito. Desenvolvem relações desequilibradas, plenas de altos e baixos emocionais. São pessoas que tenderão a ter um rácio de felicidade alto, se bem que com dificuldade em manter esse rácio de forma consistente.

Por fim temos a postura vivencial do Herói, ou seja, alguém que tende a achar que o que lhe acontece depende também de si, mas, ao contrário do Gladiador, tem um alto grau de autoconsciência e uma enorme coragem, inclusive para assumir as suas fraquezas, defeitos e contradições. Sabe o que verdadeiramente quer (e tem a coragem de o assumir), pelo que tende a estar permanentemente em paz consigo próprio, mesmo quando segue o caminho menos convencional ou mais difícil para mudar o curso dos acontecimentos de forma a levar uma vida mais autêntica. Por isso mesmo, assume a dor e as potenciais perdas que as suas decisões podem implicar como sendo o preço para ser feliz, acreditando que se continuar pela trilha certa vai atingir a realização plena (mesmo que não seja evidente durante as agruras da caminhada). Muitas vezes o herói consegue compensar de alguma forma o potencial escrutínio social através da sua sensação de plena realização, de coerência e de gratidão pela caminhada que tem a sorte de fazer, com as suas dificuldades e fraquezas, mas também com a ajuda de muitos. O herói tem a coragem de assumir que não sabe tudo, logo é o mais eficaz dos aprendizes, tendo noção plena do seu auto desenvolvimento e sabendo lidar bem com as suas limitações. Um herói, sendo um otimista corajoso, tende a olhar para a vida pelo lado do copo meio cheio, mesmo quando há rejeição ou adversidades, vivendo a felicidade através da fruição dos mais pequenos ganhos e desvalorizando as perdas, ou, em muitos casos, aprendendo a perceber (olhando em retrospetiva) os ganhos de longo prazo que estão escondidos em perdas de curto prazo. Os heróis são atribuidores de sentido por excelência, e tendem a ser pessoas alegres e serenas, com forte e sadia autoestima, temperada pela sabedoria. Tendem para uma afirmação cooperativa, sendo contagiantemente entusiásticas. Tendem a desenvolver relações equilibradas, tendo boas hipóteses de desenvolver um rácio de felicidade alto e consistente.

Apesar de não ter evidência empírica que o confirme nem instrumentos que o meçam, a minha experiência profissional e pessoal sugere-me que, muito provavelmente, tenderão a existir entre nós mais Poetas e Senadores que Gladiadores e Heróis… Acredito porém que a Postura Vivencial, apesar de ser uma tendência, também pode ser uma opção consciente, que pode ser cultivada. Espero poder desenvolver melhor estes conceitos no futuro, e investigá-los adequadamente. Afinal, levaram-me a escrever compulsivamente este post até às tantas da madrugada 🙂

Deixo-vos com uma referência ao site da Penn University sobre Authentic Happiness, bem como com um vídeo muito interessante do famoso investigador Martin Seligman, sobre o seu livro “Authentic Happiness”. Enjoy it! 😉

Recomendações, Reflexões

A felicidade é uma consequência, não um fim em si mesmo!

Escrevo este post a propósito de uma magistral TED Talk que tive o privilégio de ver, dada pela escritora Jennifer Senior, intitulada “Para os pais, a felicidade é uma fasquia muito alta“.

Nesta palestra, a escritora começa de forma provocatória por referir como constatou que a secção para pais nas livrarias é esmagadora — é “um monumento gigantesco, com cores de rebuçados, ao nosso pânico coletivo”. Não poderia deixar de concordar mais com ela. Basta dar um pulo à FNAC e constatar: se para sermos bons pais tivéssemos de ler todos os livros de autoajuda que por lá proliferam, teríamos de dar a tarefa por concluída por alturas do momento em que, provavelmente, já seríamos avós 🙂

Esta evidência resulta de uma enorme ansiedade que os pais atuais vivem relativamente ao papel que assumem enquanto responsáveis pela educação e pelo destino dessas pequenas criaturas por nós trazidas ao mundo: os filhos.

Esta ansiedade resulta de uma conceção socialmente consensualizada sobre o que é ser um pai de sucesso na sociedade ocidental. Essa ideia socialmente construída e tacitamente aceite pela maioria é tão perfeita e liofilizada que a expetativa de falhar nesse propósito é fortemente gerador de ansiedade. E porque é que os pais estão tão cheios de ansiedade? Porque o objetivo dos pais consiste em criar crianças felizes.

Qual o mal disso? – perguntam vocês… De facto, qualquer pai deseja que os seus filhos sejam felizes. Faz sentido e é meritório e altruísta. Acontece simplesmente que não é realista (já veremos porquê) 🙂 Acresce ao irrealismo deste objetivo um sentimento de culpa exacerbado por uma geração X que investiu demasiado tempo no sucesso profissional e muito pouco tempo na dimensão pessoal da sua própria felicidade. Esta geração de potenciais workaholics sente culpa por não passar tanto tempo com os filhos, e por estar sem energia nem paciência para eles quando chega do trabalho. Se aliarmos a isto a tendência de compensar este défice surfando na onda consumista em que vivemos, leva a que muitas vezes acalmemos a nossa consciência com mais um Action Man ou mais uma PSP que lhes oferecemos. Para logo a seguir nos sentirmos ainda mais culpados por termos “comprado créditos” desta forma 🙂 Eu sei… é de loucos!

Ora bem, o que Jennifer Senior diz com enorme sabedoria é que devemos baixar um pouco as nossas expetativas: a nossa missão como pais não é fazer os nossos filhos felizes, mas sim proporcionar-lhes uma boa educação, fortes e sólidos valores, e doses massivas de afeto e confiança. E isto já é tarefa de enorme magnitude, convenhamos!

O raciocínio da Jennifer faz todo o sentido: querermos criar filhos felizes coloca em nós uma carga de responsabilidade que está para lá das nossas possibilidades, uma vez que a felicidade não é um fim em si mesmo, mas sim uma consequência natural de uma vida vivida e praticada de forma virtuosa e de uma cabeça com as prioridades bem arrumadas. O princípio essencial resume-se pois a isto: se vivermos de forma virtuosa, de acordo com os nossos princípios e valores, e dando significado aos nossos atos, tenderemos a ser pessoas felizes. Et voilá… simples, não?

Por isso, pais de todo o Mundo: deixemos de tentar viver a vida dos nossos filhos por eles. Viver é aprender com as coisas boas e más, é aprender a lidar com a frustração e com o trabalho árduo, com o orgulho das realizações e com a amargura das deceções. Cabe-nos estar lá para orientar, para apoiar, mas deixando sempre que cada um faça a sua própria caminhada 🙂 Afinal, foi assim que os nossos pais fizeram connosco, certo?

Sobre gerações e suas especificidades, deixo-vos três posts muito interessantes:

1. Épocas e gerações: haverá uma especificidade portuguesa?

2. Generation Me

3. Talento e mudança geracional

Não deixem de espreitar a TED Talk da Jennifer Senior e, já agora, também este vídeo sobre o que podemos aprender com as crianças… Enjoy it! 😉

Desafios, Reflexões

Felicidade à prova de bala…

happinessEscrevo este post após quase um ano de silêncio aqui no Mentes Brilhantes. Este blog esteve em silêncio não por não haver nada para dizer, mas sim porque tudo o que aconteceu neste ano não deixou tempo para escrever nem uma linha que fosse.

Este foi de facto um ano absolutamente extraordinário, seja em termos de desafios, seja em termos de peripécias, seja em termos de adversidades, mas também de oportunidades. O ritmo frenético a que tudo acontece chega a ser muitas vezes avassalador, mas duvido que a vida tivesse tanto sabor se não fosse esta enorme correria. Porque é uma correria que se faz com gosto. De outra forma seria bem menos interessante.

E este gosto deriva das nossas realizações e do sentido que atribuímos ao que fazemos. O ser humano tem fome de sentido, tem fome de propósito, tem uma enorme necessidade de ter uma boa razão para se levantar todos os dias de manhã com vontade de fazer coisas. Como diria o admirável Carlos Coelho, CEO da Ivity Brand, todos temos vontade de deixar a nossa marca no mundo… e é verdade, estamos geneticamente fadados para isso 🙂

Começo e termino este post a partir de Luanda, destino que esteve presente no meu roteiro todos os meses deste ano. Terra de oportunidades e de esperança, simboliza uma Angola que se está a reinventar, com uma energia e uma alegria admiráveis, especialmente vindas de um povo que tanto sofreu nos quarenta anos de guerra que viveu. É impressionante ver a alegria e determinação com que aproveitam as virtudes da paz e do desenvolvimento económico, apostando no desenvolvimento e formação dos seus quadros. É um enorme privilégio contribuir para este esforço coletivo.

Escrevo este post dias depois de concluir o meu doutoramento, uma jornada de sete árduos anos de trabalho, esforço, dedicação e enorme elasticidade organizativa. Devo este sucesso a uma enorme quantidade de pessoas (amigos, familiares, colegas) que me apoiaram, que me deram condições muito favoráveis ao estudo e ao desenvolvimento dos trabalhos de investigação, que foram enfim a minha rede de suporte social e pessoal. Foi um verdadeiro trabalho de equipa e marca um dos pontos altos (verdadeiramente inesquecíveis) de 2014!

É curioso ver como as nossas expetativas são influenciadas pelas experiências e expetativas alheias… todos me diziam que as provas públicas de doutoramento, pela sua importância e solenidade, eram um momento de enorme tensão, de enorme pressão, até de sofrimento! Pois bem, graças aos meus providenciais orientadores, esse momento inesquecível foi acima de tudo um momento de alegria e enorme fruição intelectual, cuja recordação gratificante eu guardo, praticamente de todos os imensos minutos ao longo dessas mais de duas horas de épicas provas!

Por toda a experiência, paciência, sabedoria, confiança e amizade, o meu imenso obrigado à Adelinda e ao Nuno. Não poderia ter tido melhores orientadores e mentores. Espero ter-vos daqui para a frente como parceiros e patrocinadores de investigação. Como disse na defesa da minha tese, mal posso esperar para prosseguir nesta apaixonante auto-estrada do conhecimento científico .-)

Mas se 2014 foi profícuo em marcos significativos de realização positiva e com significado, foi também campo fértil para enormes deceções. E quando falo em deceções não falo em infortúnios. falo efetivamente em pessoas que nos desiludem completamente, que nos mostram como nos podemos enganar em absoluto relativamente aos valores e natureza moral de indivíduos com quem privamos, com quem nos relacionamos numa base regular ou numa base de enorme intensidade de partilha e/ou esforço conjunto.

Estou por isso a falar de deceção no sentido “telúrico” do termo. Aquele tipo de deceção que nos faz questionar a nossa capacidade de fazer juízos críticos, apreciações e valorações sobre os outros, tal foi a escala do engano em que nos deixámos cair. Estou a falar daquele tipo de deceção que nos faz sentir pequenos e irrelevantes, que nos faz sentir agoniados e mesmo com a sensação de que sofremos um enorme, imenso e implacável soco nos estômago, daquele que nos tira o ar. Conhecem a sensação? Pois é… não é nada agradável!

Ora bem, em 2014 esta sensação foi-me familiar algumas vezes… 

Curiosamente, a forma como decidi enfrentar esses momentos foi diferente da forma como os enfrentaria no passado. E esta evolução acabou por constituir quase uma surpresa para mim, e foi seguramente uma aprendizagem muito importante.

Há alguns anos atrás este tipo de deceção seria processado por via da raiva e do ressentimento. Teria sido fonte de um tipo de aprendizagem exclusivamente defensiva, num registo do tipo “aqui está o tipo de gente e o tipo de coisa com a qual nunca mais vou ser enganado”. E ficar-me-ia por aí.

Acontece que esta abordagem é curta e pouco saudável. Como todos os estudos sobre felicidade demonstram, a proliferação de sentimentos e emoções negativas enfraquece o nosso sistema imunitário, logo reduz potencialmente a nossa saúde e os anos de vida que nos restam. Por outro lado, a proliferação de sentimentos de raiva reduz fortemente o nosso potencial cerebral, o que limita o nosso discernimento e a nossa capacidade de aprendizagem. Sobre estes aspetos, já escrevi nos meus posts Gestão da Felicidade, Como (não) agatalhar a malta… e A Mente que nos Move.

Por isso mesmo, decidi lidar com estas deceções e com as pessoas que me dececionaram de forma diferente. Decidi que o foco seria no meu processo de crescimento e nas aprendizagens que poderia retirar daí. Perante as situações de deceção, habituei-me a uma disciplina férrea de reflexão e autocrítica que obedece ao princípio de responder (sempre) às seguintes questões:

  • o que podes aprender com esta situação?
  • o que podes fazer melhor no futuro para prevenir este tipo de deceção?
  • o que deves evitar fazer no futuro para prevenir este tipo de deceção?
  • o que deves continuar a fazer no futuro, mesmo com o risco de te voltares a dececionar?
  • que sentido podes atribuir a estes acontecimentos?
  • o que vais mudar desde já na tua atitude e nos teus comportamentos?
  • a quem deves agradecer no fim?

Este processo de autocrítica e reflexão tornou-se uma ferramenta essencial de resiliência e desenvolvimento para mim ao longo deste ano. Não só porque me ajudou a focar nos ganhos em vez de pensar nas perdas, mas também porque me ajudou a perceber as perdas como uma parte do meu processo de crescimento como ser humano.

Das diversas dimensões da perda, a mais dolorosa é certamente a perda de pessoas. Neste tipo de situação, a perda corporiza-se desde logo na imediata desvinculação com a pessoa que nos dececionou. Curiosamente, alimentar uma torrente de sentimentos negativos e de ressentimento relativamente a essas pessoas é uma forma de manter a ligação, o vínculo a essas mesmas pessoas, só que de forma negativa. É uma forma de não as deixar partir da nossa vida, num ato de (muitas vezes) involuntária saudade de tempos que não voltarão. E é acima de tudo uma forma muito pouco saudável de gerir expetativas, emoções e relações.

Se não nos libertarmos dos sentimentos negativos eles irão impedir-nos de progredir, de aprender,  mantendo-nos presos numa armadilha auto-induzida que nos desfoca do que é verdadeiramente importante. Andar ressentido é caminho certo para uma espiral de improdutividade e irrelevância. Acreditem, eu já o experimentei 🙂

Por isto mesmo, a última pergunta da lista assume uma crucial importância, pois aquilo que eu aprendi com estas deceções foi que o melhor processo de superação e de cura para estas situações é precisamente conseguir estar grato a quem nos dececionou. Porquê? Porque aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes, como diz o ditado 🙂

Quando conseguimos aprender com base nas adversidades, tornando a deceção um degrau do nosso crescimento, perdoar a quem nos dececionou faz parte de um processo de regeneração emocional absolutamente essencial para sermos mais resilientes, para passarmos a ser portadores daquilo a que eu chamo uma “felicidade à prova de bala”.

É, no limite, a melhor forma de deixar partir da nossa vida aqueles que nos dececionaram.

Tal como a melhor recompensa está na dádiva, a melhor cura passa pelo perdão e pela prática da gratidão. E não é lamechice nem frase da moda: a ciência prova que isto é mesmo verdade…

… vamos experimentar?

Deixo-vos com um fabuloso vídeo da SoulPankake, que nos fala precisamente do poder da gratidão. Enjoy it 😉 … e façam o favor de ser felizes 🙂

Reflexões, Trends

A felicidade como motor do talento

Retomo hoje a escrita no Mentes Brilhantes aproveitando uma pausa entre comboios na Estação de Campanhã, hoje particularmente mais animada tendo em conta a renovação do título do FC Porto.

Aproveito este “mood” animado para falar de um tópico curiosamente pouco na moda nos dias de crise que vivemos: a felicidade.

Tenho trabalhado este tema nos últimos dois anos, ajudando pessoas e organizações a aumentarem o seu “rácio de felicidade” e a descobrirem novos sentidos para o que fazem na vida. Tem sido uma jornada apaixonante e motivadora, apesar de ser totalmente contra a “corrente negativista” que abala o nosso velho continente europeu e este cantinho à beira mar plantado em especial 🙂

Aquilo que a experiência me mostra é que está muito mais na mão de cada um de nós decidir o que fazer com o que a vida nos dá do que aquilo que incicialmente pensaríamos. Tenho visto isso acontecer com executivos, com equipas, com pessoas normais e mesmo até com pessoas muito próximas, em circunstâncias muito difíceis, para não lhes chamar extremas… e é impressionante o poder da vontade humana!

No seguimento desta minha reflexão, que já começou com o meu post “Gestão da Felicidade“, não quis deixar de partilhar convosco uma palestra brilhante, feita em 2009 pelo notável Vishen Lakhiani, CEO da MindValley, uma empresa em ascensão que é um modelo exemplar de como a felicidade pode ser usada como uma ferramenta para a produtividade.

Nesta (longa) palestra, que dura mais de 50 minutos, cada palavra é uma fonte de inspiração, valendo cada minuto de visionamento, pelo entusiasmo e lucidez com que Vishen nos conta a sua história e os resultados que atingiu.

O fundador do MindValley apresenta alguns conceitos novos, como o de flow:
Flow is the mental state of operation in which a person in an activity is fully immersed in a feeling of energized focus, full involvement, and success in the process of the activity.
Este conceito vem da psicologia positiva, e tem um apelo tão significativo e poderoso que hoje constitui um dos princípios fundacionais da minha própria empresa e da sua missão!
Vishen defende ainda que é preciso uma combinação entre ser feliz no presente e ter uma visão para o futuro. Seguindo este raciocínio, explica-nos que podemos encontrar-nos num de quatro estádios, a saber:
  1. infelicidade no presente & sem visão para o futuro: o mais negativo, em que a pessoa está perdida e deprimida;
  2. felicidade no presente & sem visão para o futuro: o estado de felicidade transitória, pouco sustentável, sem profundidade;
  3. infelicidade no presente & visão para o futuro: stress do presente, típico de um escravo do status quo;
  4. felicidade no presente & visão para o futuro: estado de total rendimento e energização;
Escusado será perguntar-vos qual o estádio que ele procura que os seus colaboradores vivam, certo? 😉 Esta definição destes quatro estádios faz-me lembrar outra autora que muito admiro, e que é arauta da disciplina do pensamento olímpico, que é a Marilyn King. Se não a conhecem, não deixem de espreitar o site 🙂
Vishen dá-nos ainda 10 recomendações práticas para aumentar a felicidade nas nossas organizações, retiradas directamente da sua experiência na MindValley:
  1. Agradecer diariamente: na MindValley, criaram uma página no site para agradecerem uns aos outros as ajudas que recebem (alargando o conceito a clientes, inclusivé!);
  2. Celebrar o que correu bem: ponto obrigatório nas agendas das reuniões, para celebrar os sucessos e as conquistas e as realizações;
  3. Partilhar os lucros com os colaboradores numa base mensal: como forma de criar comprometimento sustentado, por oposição à “febre dos resultados de curto prazo”, gerada pelas stock options;
  4. Sweet sugar love machine“: software que permite a oferta de pequenas prendas aos colegas e pares, como forma de fomentar o apreço entre colegas;
  5. Regra – 45/5: não se trabalha mais de 45 horas por semana, sendo que 5 dessas horas deve ser investida em aprendizagem e estudo (dentro ou fora da empresa);
  6. Partilha de conhecimento: criaram uma plataforma de partilha de conhecimento que permite que cada colaborador ensine alguma coisa aos outros colegas;
  7. Meditação em grupo – criaram o hábito de meditar em grupo regularmente, como forma de reflectir sobre o futuro e visualizar o mesmo, mantendo a cabeça “limpa”, serena e focada;
  8. Patrocínio do “fun” na comunidade – a MindValley patrocina festas da cidade, como o Halloween, procurando praticar para fora aquilo que é praticado para dentro, conseguindo atrair talento inesperado para a empresa pela forma “cool” como funciona e interage com o meio envolvente;
  9. Stamina positiva” – como explica Vishen, a disseminação de pensamentos positivos na abordagem dos problemas potencia a aprendizagem, dando enfoque à solução em vez de dar enfoque ao erro;
  10. Fomentar experiências e conexões – desenvolver um network activo e vivo, que enriqueça as pessoas. A ideia é aumentar o grau de exposição dos colaboradores a mentes brilhantes, que possam ajudar as pessoas a crescer.

Termino deixando para vosso deleite o vídeo da palestra do Vishen. Enjoy it! 😉