Recomendações, Reflexões

Grupos nucleares e a gestão do talento

grupo_nuclearSurge-me este post graças a um comentário da Ana Neves, do portal KMOL, ao meu post “Sobre argumentos de autoridade…”.

Nesse comentário, a Ana remete para um post escrito por ela, intitulado “Who Really Matters: The Core Group Theory of Power, Privilege, and Success”. Este é um post interessantíssimo, que recomendo vivamente, e que nos introduz o conceito de grupo nuclear.

E o que é o grupo nuclear? É o grupo de pessoas que verdadeiramente interessa nas organizações.

Este é um conceito novo, muito interessante e extremamente inquietante, especialmente porque muitos de nós já o conheciam intuitivamente da sua experiência profissional…

Este conceito explica a existência de um “inner circle” de pessoas que determina o que se passa na organização, que tem influência e que representa o “ADN corporativo” preconizado pelo líder da organização.

Esse núcleo duro não corresponde necessariamente ao grupo formal de management da organização, pelo que, apesar de poder haver alguma “sobreposição” (natural, aliás), a verdade é que podem fazer parte desse “inner circle” pessoas com diversos posicionamentos na estrutura hierárquica (o denominador comum é fazerem parte do grupo de confiança do líder).

Este “inner circle” tende a existir em todas as organizações, podendo ter efeitos positivos ou negativos na gestão do talento em função da forma como são construídos e alimentados.

Se tiverem como base apenas a manutenção das posições de poder (formais ou informais), numa lógica de “elite exclusiva” (nós contra os outros), então o efeito será devastador para a gestão do talento – cf. o meu artigo “A Pesada Herança de Roma” e o meu post “O Paradoxo de Ícaro“.

Se o “inner circle” servir como pólo aglutinador de condutas positivas, reforço do exemplo dado pelo líder e catalizador das mensagens-chave da organização, então o efeito será precisamente o de enabler da gestão do talento.

Sobre este tipo de conduta não quero deixar de citar um excelente artigo do Arménio Rego, intitulado “O que fazem os líderes eficazes?“, onde ele sintetiza de forma brilhante as condutas virtuosas que este “inner circle” pode assumir, em torno dos líderes organizacionais. Publicado online há algum tempo, é um dos muitos artigos que compõem esse fabuloso mind snack chamado “Gestão em Pequenas Doses“.

Votos de boa reflexão e boa leitura 🙂