Reflexões

Elevação: o talento também tem um imperativo moral…

Surge este post de um artigo de opinião do genial Francesco Alberoni, intitulado “A boa gestão foi suplantada pelos interesses privados”.

Neste artigo, Alberoni faz uma reflexão sobre o potencial de criação de valor que se poderia aproveitar quando há o devido alinhamento entre a liderança, a organização e a gestão.

Dissecando o que deverão ser as práticas virtuosas nas três dimensões referidas, Alberoni acaba por destacar a importância da genuinidade de quem proclama uma visão, da resiliência de quem a implementa, bem como da elevação que o exercício da gestão exige, sobrepondo o bem comum ao ganho individual (o que leva ao repúdio das “hidden agendas” de certos gestores, mais preocupados com a gestão do poder nas empresas) – cf. o meu post “Inteligência Emocional na Gestão dos Talentos“.

Uma gestão virtuosa, produto do exercício de um líder talentoso, obedece pois também a este imperativo moral, que gera o reconhecimento necessário para que haja uma boa “seguidança” 🙂

Votos de boa leitura 😉

Factos, Reflexões

Autenticidade…

Obama 2008Breve post de referência ao blog da Laurinda Alves, que publicou um post intitulado “A autenticidade é a verdade para além das palavras“.

Este post é sobre a eleição de Barak Obama. À primeira vista nada tem a ver com a gestão do talento (excepto talvez com o talento de Barak ter chegado a Presidente, contra tudo e contra todos, claro 🙂 ).

Todavia, aquilo que me fez pensar foi uma referência que a Laurinda fez, e que toca com o dedo na ferida de muitas realidades que vivemos nos tempos que correm: a célebre frase de Obama “uma das qualidades mais raras nos políticos é a autenticidade, essa verdade que está para além das meras palavras”.

A autenticidade. E porque será? Talvez porque as pessoas são seres cada vez mais informados, porque pensam pela sua cabeça e porque fazem opções todos os dias, enquanto cidadãos, pais, filhos, maridos, mulheres, profissionais, enfim, enquanto actores de tantos quantos os papéis sociais que desempenhem.

Segundo Obama, isto criou a “exigência permanente de nos pormos na pele das outras pessoas e vermos os seus pontos de vista”.

Pois é: isto é verdade para os políticos, mas também para os gestores.

E a gestão do talento é isso mesmo. E há dois aspectos que nunca poderemos descurar:

a) prestar-lhes atenção (aos talentos);

b) sermos genuínos e verdadeiros… em suma, autênticos 😉

Sobre este mesmo tema já escrevi no meu post sobre genuinidade empresarial.

Deixo-vos um vídeo de Obama que fala sobre estes e outros valores.

Enjoy it 😉