Eventos, Factos, Recomendações, Trends

Portugal na Frente

Como os leitores do Mentes Brilhantes já certamente repararam, neste blog não alinhamos com o registo pessimista e depressivo que invade o nosso país, tão carente de auto-estima nesta fase menos fácil da sua História.

Apesar da Troika, apesar do rate de “lixo” da Moody’s, a verdade é que há neste país uma enorme massa de gente com talento e que, todos os dias, ajuda a construir um futuro que queremos intransigentemente que seja próspero e falado em português!

Por isso, optamos por divulgar o que se faz bem em Portugal, optamos por divulgar os talentos individuais e colectivos que existem em Portugal, acreditando que a divulgação dos bons exemplos terá um efeito virtuoso e multiplicador.

Assim, optamos por dizer bem, sem perder naturalmente o sentido crítico. Dizer bem, elogiar, apesar de pouco em voga, não custa dinheiro e faz bem aos visados e àqueles que precisam de ser inspirados.

E sabem o que é fantástico? É descobrir que não estamos sós nesta “cruzada positiva”! 🙂 Acabei de descobrir um grupo fantástico no Facebook, chamado “Portugal na Frente“. E o que faz este grupo? Simples. Adoptou como missão divulgar notícias positivas sobre Portugal.

Os membros deste grupo procuram encontrar notícias que ilustrem o que se faz de bom e positivo em Portugal, os seus maiores méritos e feitos. E sabem qual a novidade interessante? É que para lá dos clichés nacionalistas a que assistimos no famoso vídeo produzido para os finlandeses e que podemos encontrar facilmente no Youtube, a verdade é que há uma imensa quantidade de pessoas e realizações, por vezes pouco divulgadas, que provam que em Portugal se fazem coisas de elevadíssima qualidade, ao nível do melhor que se faz no mundo!

Recomendo vivamente que adiram a este grupo no Facebook,para que ele passe dos 270 actuais “militantes” para os muitos milhares de contribuidores positivos 🙂

Termino com um vídeo que ilustra de forma simples e clara por que devemos amar e ter orgulho no nosso país. Enjoy it! 😉

Reflexões, Trends

Negócios e Web 2.0: o talento em rede

Acabei de espreitar um estudo da McKinsey muito interessante, intitulado “Business and Web 2.0: an interactive feature“. Recomendo vivamente a sua leitura, pois mostra-nos, com dados concretos, como as organizações estão a usar as ferramentas da web 2.0 para criar mais valor.

É muito interessante constatar, por exemplo, que há uma significativa maioria de colaboradores das organizações que usam os blogs e o micro-blogging como ferramentas de trabalho. Todavia, quando questionadas sobre quais as tecnologias da Web 2.0 mais importantes para os negócios, as organizações inquiridas referem com grande destaque os blogs (o que é coerente com a prática maioritária dos seus colaboradores), mas dão uma importância meramente marginal ao microblogging!

Isto leva-nos a uma questão relevante: será que o Twitter anda a ser sub-valorizado nas organizações?  Serão 6 milhões de utilizadores em todo o mundo de desprezar? Valerá a pena usar uma plataforma que limita o que dizemos a 140 caracteres? Sobre este tema sugiro o post do Browserd intitulado “Jacob Nielsen e o Twitter“. Vale a pena a polémica. Eu tenho de confessar que me rendi ao Twitter, especialmente do ponto de vista empresarial. A Alter Via é seguramente a primeira empresa de executive search portuguesa com presença no “twitterverse” e a verdade é que tem sido uma óptima plataforma para divulgar conteúdos e gerar notoriedade. Não acreditam? Espreitem só um bocadinho 😉 E ainda nem entrámos na fase de interagirmos com os nossos clientes e candidatos…

Os wikis e os podcasts são tendências emergentes, e a importância e uso real nas empresas encontra-se alinhado, o que são boas notícias – cf. o meu post sobre Wikipedia.

O fenómeno mais estranho é todavia o das redes sociais – apesar de ser percepcionada como a 2ª ferramenta da web 2.0 mais importante, a verdade é que não é das mais usadas nas organizações!

Vejamos do que estamos a falar:

  • em 2009, o Facebook tinha 68 milhões de utilizadores (em Portugal, o Facebook tinha 100.000 utilizadores em Janeiro e fechou o ano com mais de 1 milhão!);
  • no mesmo ano, o LinkedIn (rede social profissional) tinha mais de 11 milhões de utilizadores!
  • para constatarem mais dados de mais redes sociais, consultem o ranking  da Compete;

Isto só pode significar que as redes sociais ainda são vistas pelas organizações mais como uma ameaça do que como uma oportunidade!

Na prática, as empresas ainda olham para a Web 2.0 com os olhos de competidores clássicos (“nós contra todos”), quando a web 2.0 se caracteriza por ser colaborativa!

Por isso mesmo, é um erro crasso e sinal de tacanhez tentar vedar o acesso às redes sociais com medo que os colaboradores sejam menos produtivos – o segredo é saber usá-las nas organizações!

Sobre este tema recomendo que passem os olhos sobre o meu recente artigo “Networking: a nova competência executiva“.

Deixo-vos ainda dois vídeos: um sobre a web 2.0 e outro sobre o que aí vem: a web 3.0!

Enjoy it 😉