Recomendações, Reflexões

A felicidade é uma consequência, não um fim em si mesmo!

Escrevo este post a propósito de uma magistral TED Talk que tive o privilégio de ver, dada pela escritora Jennifer Senior, intitulada “Para os pais, a felicidade é uma fasquia muito alta“.

Nesta palestra, a escritora começa de forma provocatória por referir como constatou que a secção para pais nas livrarias é esmagadora — é “um monumento gigantesco, com cores de rebuçados, ao nosso pânico coletivo”. Não poderia deixar de concordar mais com ela. Basta dar um pulo à FNAC e constatar: se para sermos bons pais tivéssemos de ler todos os livros de autoajuda que por lá proliferam, teríamos de dar a tarefa por concluída por alturas do momento em que, provavelmente, já seríamos avós 🙂

Esta evidência resulta de uma enorme ansiedade que os pais atuais vivem relativamente ao papel que assumem enquanto responsáveis pela educação e pelo destino dessas pequenas criaturas por nós trazidas ao mundo: os filhos.

Esta ansiedade resulta de uma conceção socialmente consensualizada sobre o que é ser um pai de sucesso na sociedade ocidental. Essa ideia socialmente construída e tacitamente aceite pela maioria é tão perfeita e liofilizada que a expetativa de falhar nesse propósito é fortemente gerador de ansiedade. E porque é que os pais estão tão cheios de ansiedade? Porque o objetivo dos pais consiste em criar crianças felizes.

Qual o mal disso? – perguntam vocês… De facto, qualquer pai deseja que os seus filhos sejam felizes. Faz sentido e é meritório e altruísta. Acontece simplesmente que não é realista (já veremos porquê) 🙂 Acresce ao irrealismo deste objetivo um sentimento de culpa exacerbado por uma geração X que investiu demasiado tempo no sucesso profissional e muito pouco tempo na dimensão pessoal da sua própria felicidade. Esta geração de potenciais workaholics sente culpa por não passar tanto tempo com os filhos, e por estar sem energia nem paciência para eles quando chega do trabalho. Se aliarmos a isto a tendência de compensar este défice surfando na onda consumista em que vivemos, leva a que muitas vezes acalmemos a nossa consciência com mais um Action Man ou mais uma PSP que lhes oferecemos. Para logo a seguir nos sentirmos ainda mais culpados por termos “comprado créditos” desta forma 🙂 Eu sei… é de loucos!

Ora bem, o que Jennifer Senior diz com enorme sabedoria é que devemos baixar um pouco as nossas expetativas: a nossa missão como pais não é fazer os nossos filhos felizes, mas sim proporcionar-lhes uma boa educação, fortes e sólidos valores, e doses massivas de afeto e confiança. E isto já é tarefa de enorme magnitude, convenhamos!

O raciocínio da Jennifer faz todo o sentido: querermos criar filhos felizes coloca em nós uma carga de responsabilidade que está para lá das nossas possibilidades, uma vez que a felicidade não é um fim em si mesmo, mas sim uma consequência natural de uma vida vivida e praticada de forma virtuosa e de uma cabeça com as prioridades bem arrumadas. O princípio essencial resume-se pois a isto: se vivermos de forma virtuosa, de acordo com os nossos princípios e valores, e dando significado aos nossos atos, tenderemos a ser pessoas felizes. Et voilá… simples, não?

Por isso, pais de todo o Mundo: deixemos de tentar viver a vida dos nossos filhos por eles. Viver é aprender com as coisas boas e más, é aprender a lidar com a frustração e com o trabalho árduo, com o orgulho das realizações e com a amargura das deceções. Cabe-nos estar lá para orientar, para apoiar, mas deixando sempre que cada um faça a sua própria caminhada 🙂 Afinal, foi assim que os nossos pais fizeram connosco, certo?

Sobre gerações e suas especificidades, deixo-vos três posts muito interessantes:

1. Épocas e gerações: haverá uma especificidade portuguesa?

2. Generation Me

3. Talento e mudança geracional

Não deixem de espreitar a TED Talk da Jennifer Senior e, já agora, também este vídeo sobre o que podemos aprender com as crianças… Enjoy it! 😉

Recomendações, Reflexões, Trends

A Liderança e a Mentira Auto Induzida

3133347219_4c16658dd5Surge este post da leitura de um artigo brilhante escrito pelo não menos brilhante Miguel Pina e Cunha no Jornal de Negócios, sob o título “Líderes infiltrados – na realidade das suas empresas“.

Neste artigo o Miguel foca algo a que eu chamo a Mentira Auto Induzida, e que mais não é do que o risco de dissonância cognitiva que os líderes sofrem sempre que se isolam e deixam de “andar no terreno”.

A verdade é que quando assumimos funções de liderança a nossa vida muda. Radicalmente e para sempre.

E uma das facetas dessa mudança é o aumento exponencial de solicitações de todo o tipo. Desde o número infindável de reuniões para as quais somos solicitados, para o número imenso de reports de todo o género que temos de produzir, mais as solicitações de colaboradores, superiores hierárquicos, pares, clientes, etc., há para todos os gostos: é só escolher 🙂

Perante esta parafernália de “comedores de tempo”, os líderes tendem a sentir que não têm tempo para fazer coisas aparentemente básicas, como por exemplo falar com as suas pessoas, pensar no desenvolvimento da sua equipa, manter-se a par das expectativas e aspirações dos membros da sua equipa, saber como o trabalho está a correr, apoiar e dar coaching aos colaboradores, etc.

Como há tanto que fazer, é fácil deixar estas coisas para “quando houver tempo”. Pois bem, comecemos pelas más notícias: nunca mais vai haver tempo! Por isso, é melhor ir decidindo começar a fazer estas coisas já! Não tudo de uma vez. Mas um pouco todos os dias.

Porquê? Porque se um líder não fizer isto com regularidade, torna-se a ele mesmo cego e surdo à realidade, por falta de contacto com a mesma.

Por muito que achemos que somos perspicazes e observadores, há sempre imensa coisa a passar-se à nossa volta, factos relevantes para a boa condução da equipa, que serão absolutamente invisíveis para nós, e que nos passarão completamente ao lado, comprometendo a qualidade das nossas decisões sobre a equipa.

Quando damos por nós, corremos o risco de ter uma ideia da equipa que é uma pura idealização, ou seja, não o que a equipa é mas sim aquilo que eu gostaria que fosse. Esta imagem artificialmente criada pelas minhas crenças sobre a equipa e não sobre factos (porque não tive tempo de me cruzar com os mesmos factos) tende a ser uma imagem que me deixa confortável, mas nem sempre corresponde à realidade.

Quando isso acontece, estamos perante uma Mentira Auto Induzida (ou seja, estamos a enganar-nos a nós próprios).

Isto não só prejudica a qualidade das nossas decisões, como mina a nossa autoridade informal, ou seja, o respeito e o compromisso dos nossos liderados, dos membros da nossa equipa, que passam a olhar para nós como alguém que “não está nem aí”, que está desligado da realidade. E quando isso acontece, é muito difícil recuperar a credibilidade…

Como combatemos isso? De duas formas:

  1. Colocando no topo das prioridades o “contacto com as tropas”, arranjando mesmo tempo para, periodicamente, estar com as pessoas da equipa e falar com elas, para lá do convencional “tudo bem?”;
  2. Criando um clima de positividade e abertura, em que as pessoas não tenham medo de nos pedir ajuda, de nos contar as dificuldades ou os problemas que enfrentam e mesmo os erros que cometeram. Se forem os colaboradores a tomar a iniciativa de vir falar connosco, poupam-nos imenso tempo e trabalho. E por isso é tão importante ter tempo para os ouvir…

Estas duas táticas devem ser aplicadas numa base quotidiana, inclusive para combater a Distância Auto Induzida, que é uma maleita que afeta tanta gente de tantas equipas. Esta maleita consiste na crença de que “não podemos dizer tudo o que queremos ao nosso chefe, pois ele pode zangar-se connosco e isso pode ser mau para nós“.

Diz-me a experiência que esta convicção é tão profunda na cultura portuguesa que já incorpora as verdades do senso comum, sendo um dos meus trabalhos diários contrariar esta falsa verdade apriorística que tanta gente tem. Mas isso só se faz dando um exemplo irrepreensível, que liberte as pessoas do medo e da incerteza.

Porque um tipo lá por se ter tornado chefe não deixou de ser o mesmo tipo, com as forças e fraquezas que tinha antes, com as virtudes e defeitos que sempre teve, com as chatices e preocupações da vida doméstica, com filhos, dores de barriga e outras coisas da vida normal. Um chefe não é um tipo que ascendeu a uma espécie de Olimpo dos Chefes, em que passou a ter carta branca para não trabalhar, calçar umas pantufas e fumar uns charutos.

Não, na maioria dos casos passou a ter mais trabalho, mais preocupações e menos tempo. Que só são compensadas quando o exercício da liderança é bem feito, e é sentido como uma vocação e uma missão.

Porque liderar é muito mais dar do que receber. É muito mais servir os outros e não ser servido pelos outros. Assim nunca nos esqueçamos disto…

Deixo-vos com um fantástico vídeo do Stanley McChrisystal, que numa TED Talk nos explica como se lidera ouvindo e ensinando… nas forças armadas!

Enjoy it 😉

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Portugal faz irrevogavelmente bem – parte 5

shapeimage_1Enquanto continua a nossa silly season, em que Portugal se torna cada vez mais inovadoramente belga, provando-se que o país funciona ainda assim sem governo, eu cá vou continuando a minha demanda por bons exemplos nacionais.

Hoje quero falar-vos do Ricardo Sousa, um jovem extraordinariamente talentoso que, aos 14 anos, criou uma plataforma online de partilha de textos – a Textos & Companhia. Esta plataforma transformou-se num sucesso, com a adesão de mais de 2000 autores, e foi o pontapé de saída para uma caminhada cheia de sucessos.

O Ricardo decidiu aprender a programar sozinho, e três anos depois organizava uma conferência internacional para empreendedores tecnológicos – a SWITCH Conference. Assim, aos 17 anos, estava a gerir um evento com um orçamento de 25.000 euros!

Hoje, com 21 anos, é fundador e CEO da ColorElephant, uma empresa de serviços de marketing e webdesign que trabalha para a BMW e para a Microsoft.

Parabéns Ricardo, por nos inspirares a sonhar com um futuro melhor. Construí-lo depende apenas da nossa vontade…

Deixo-vos com uma intervenção do Ricardo na conferência TEDx Atenas. Um portento! Enjoy it 😉

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Portugal é um sítio irrevogavelmente saboroso! – parte 4

9u16b8Continua a minha cruzada para divulgar o que de bom se faz neste país ou por portugueses no mundo.

Hoje é a vez de destacar a Iogurteria do Bairro.

A história conta-se duma penada: dois jovens portugueses decidiram fazer uma viragem de 180 graus nas suas carreiras profissionais e investir o seu próprio dinheiro num pequeno negócio altamente saboroso 😉 . A Iogurteria do Bairro, a funcionar no Centro Comercial do Campo Pequeno, oferece iogurte e gelados de iogurte, com coberturas de todos os sabores, durante todo o ano e com preços altamente acessíveis. Para ajudar à festa, têm uma oferta óptima e extremamente saborosa para quem, como eu, não pode comer açúcar: o seu gelado natural adoçado com stévia é do melhor que há, e pode levar toppings sem açúcar como sementes de girassol ou nozes (e que bons que ficam!).

Carlos Pinheiro, de 26 anos e formado em Gestão, detetou um nicho de mercado quando se deslocou a Espanha, onde a oferta de gelados de iogurte é bastante vasta, em contraste com o nosso Portugal. Carlos juntou-se ao amigo Pedro Leitão, designer, e rapidamente montaram a Iogurteria, que foi inaugurada no início de Abril. Os dois amigos investiram o seu próprio capital e garantem que “o negócio está a correr bem e recomenda-se”.

Já lá fui pessoalmente e posso garantir que, neste caso, o espírito empreendedor se aliou a uma excelente qualidade do produto (aquilo é mesmo delicioso!) e a um atendimento de enorme simpatia e calor humano 🙂 Fiquei fã e não quero outra coisa!

É possível escolher entre o iogurte natural cremoso, o gelado de iogurte, batidos e ainda o picolé. Depois, é só escolher entre as muitas coberturas disponíveis que vão desde o chocolate derretido, aos frutos variados. Além do sabor absolutamente viciante, estas sobremesas têm a enorme vantagem de terem menos calorias do que os gelados tradicionais e no caso do gelado adoçado com stévia, poderem ser bem tolerados por diabéticos.

Parabéns Carlos e Pedro! Votos de muito sucesso!

Deixo-vos com um pequeno filme sobre sobremesas sem açúcar. Enjoy it!

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Portugal tem uma narrativa porreira, pá! – parte 3

portugal (2)Deixo já hoje aqui o meu post de amanhã sobre coisas boas feitas em Portugal.

Desta feita, o testemunho é dado a uma unidade industrial de excelência que temos em Tondela, bem no centro do nosso Portugal profundo.

Estou a falar da Brose, que fabrica fechaduras para os BMW, mas também elevadores de portas e outros componentes, e não só para esta marca de carros alemã, mas para várias outras.

A Brose foi objecto de reportagem no Caderno de Economia do Expresso desta semana, mas tem sido objecto de outras notícias ao longo do tempo. Composta por mais de uma centena de profissionais talentosos e esforçados, a Brose de Tondela é uma das unidades industriais do Grupo Brose que mais se tem destacado pelos seus bons resultados, e está este ano a recrutar 50 empregados, em pleno contraciclo com a economia nacional.

O que faz a excelência, hem? 🙂

E eu posso atestar pessoalmente este caso, pois tive o privilégio de trabalhar com esta equipa, e sei como são do melhor que há neste país. É nestas alturas que apetece clamar “proudly portuguese”!

Deixo-vos com um pequeno filme sobre o grupo Brose. Enjoy it! 🙂

Factos, Recomendações, Trends

Portugal é irrevogavelmente fixe – parte 1

portugalHoje começo uma série de apontamentos sobre o país que é meu, onde adoro viver e de que tanto me orgulho.

Farto até ao tutano de tantas e tão deprimentes notícias, resolvi partilhar convosco algumas das coisas de que nos devemos orgulhar, das coisas boas que fazemos, e que fazem com que, apesar da tragicomédia política em que vivemos, este pequeno rectângulo continue a ser um dos melhores sítios do mundo para se viver.

Hoje falo-vos do Lino Dias, que foi eleito o melhor funcionário da Bayer, destacando-se dos seus mais de 111.000 colegas de todo o mundo.

Limo Dias, doutorado em Química, é um homem de metas e de sonhos, que aos 41 anos consegue o reconhecimento dos seus pares pela sua excelência profissional. Optimista por natureza, este alentejano com 4 filhos acredita que grande parte do seu sucesso resulta da sua capacidade de trabalho em equipa.

“Não acredito em super-heróis, mas em superequipas”, diz Lino Dias.

Não poderia encontrar frase mais inspiradora 🙂

Deixo-vos com uma reportagem da TVI24 sobre o Lino. Enjoy it 😉

Reportagem sobre Lino Dias – TVI24

Desafios, Recomendações, Reflexões

Crónicas de Tempos Impossíveis II

changeÉ impressionante como o tempo passa depressa quando a mudança nos acompanha de forma insistente.

Mesmo quando essa mudança implica dificuldades ou perdas, a sensação é a de que não temos nem sequer tempo de respirar, tantas são as solicitações, actividades, decisões, ou mesmo simples tarefas. O esforço de superar as dificuldades é compensado pelas pequenas conquistas e pelos pequenos afectos, e a isso me tenho agarrado nos momentos menos fáceis, em que a força parece faltar.

Para conseguir manter a minha vida organizada, tenho tido alguma ajuda digital, sem a qual não passo hoje. Como me tem ajudado bastante, passo a recomendar:

  1. Evernote: aplicação de gestão de notas, instala-se no smartphone, no tablet e no computador, e sincroniza todas as nossas notas entre dispositivos, guardando cópia na nuvem. A nota pode ser escrita, uma foto, um ficheiro, uma captura de página de internet (webclipper), enfim, o que nós quisermos capturar. Já não uso outra coisa para guardar informação solta ou para tomar apontamentos em reuniões 🙂
  2. Dropbox: a melhor versão de armazenamento digital de ficheiros na nuvem que conheço. Mais uma vez, instala-se no smartphone, no tablet e no computador, e sincroniza todos os nossos ficheiros entre dispositivos, guardando cópia na nuvem. A portabilidade levada ao extremo 😉
  3. Wunderlist: a melhor versão de gestão de tarefas do momento. Tal como os anteriores, instala-se no smartphone, no tablet e no computador, e sincroniza todas as nossas tarefas entre dispositivos, guardando cópia na nuvem. Acciona lembretes por notificação e por mail e a versão Pro, prestes a sair, vai permitir assignar tarefas a outras pessoas. Do melhor em termos de produtividade!
  4. YouSendIt: o melhor aplicativo para envio de ficheiros de grande dimensão. E imaginem: também ele se instala no smartphone, no tablet e no computador, e permite enviar todos os nossos ficheiros por FTP, libertando peso do tráfego por mail. A portabilidade levada ao máximo da leveza 😉
  5. Harvest: a melhor versão de gestão de tempo do momento. Tal como os anteriores, instala-se no smartphone, no tablet e no computador, e sincroniza todas as nossas timesheets entre dispositivos, guardando cópia na nuvem. E tudo isto em segundos, sem roubar tempo!
  6. Mail Pilot: ainda só em versão para iPhone e iPad, este aplicativo gere os nossos mails como se fossem to-dos, permitindo “arrumar” a inbox em função de listas, de tarefas completadas ou por completar, remeter mails para datas de revisão especificas, etc. A primeira versão estava muito instável, mas o update que saiu hoje já resolveu boa parte dos problemas. Infelizmente, ainda não integra todas as contas Exchange ou POP, uma vez que a lógica inicial foi integrar contas IMAP. Ainda assim é uma grande ajuda!
  7. Podio: por fim, a menina dos olhos do trabalho digital, o verdadeiro Nirvana do trabalho colaborativo. Imaginem uma intranet só vossa, que funciona como se fosse uma rede social e para a qual podem convidar as pessoas com quem querem interagir. Isto pode servir para trabalhar em equipas de projecto remotamente, para criar intranets de pequenas empresas, para ter um espaço de aprendizagem e colaboração online no âmbito de um curso, entre outras possibilidades! Para saberem mais, não deixem de ler a review feita pela Ana Neves do portal KMOL!

Aproveito ainda este post para vos dar uma novidade: este mês deixei de fazer parte do Conselho de Administração da Alter Via.

Após quatro anos de intenso trabalho, felizmente muito bem sucedido, decidi que era hora de virar uma página na minha vida.

Não me arrependo nem de um segundo passado na Alter Via. Foi aí que desenvolvi uma prática de consultoria a partir do zero, que desenvolveu projectos vencedores de Norte a Sul do país nos mais diversos sectores de actividade. Foram quatro anos de intensa aprendizagem, mobilizando mais de uma dezena de profissionais e gerando sempre resultados líquidos positivos 🙂 A todos com quem tive o privilégio de colaborar e aprender, o meu sentido bem-hajam!

Decidi que era hora de criar um projecto novo, algo que pudesse nascer de uma ideia original minha, logo era hora de sair da “incubadora” 😉

Por enquanto, tenho estado concentrado a dar aulas (este trimestre leccionei algumas das minhas melhores aulas de sempre, o que me “lavou a alma” e me deu forças para a mudança).

Para além das aulas, estou a “sprintar” para acabar de redigir a tese de doutoramento (está quase, está quase!).

No fim do mês sigo em missão para a minha saudosa Angola (que saudade do calorzinho de Luanda!) 🙂

… e depois veremos que novidades me esperam 😉 os meus leitores serão certamente dos primeiros a saber!

Até breve!